quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Acordo para descarte de pilhas e baterias em SP

Fabricantes de pilhas e baterias fecharam um acordo com o governo paulista para recolher o lixo tóxico no estado, e, assim, evitar a contaminação do meio ambiente .

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Pavilhão Brasil no Fórum Mundial da Água terá espaço dedicado à Rio+20



Credenciamento de jornalistas para cobrir o evento pode ser feito até 2 de março. Este ano, o Brasil terá sua maior participação na história do Fórum. País é candidato a sediar o encontro em 2018

Com uma delegação de aproximadamente 250 pessoas, de 50 instituições ligadas à temática da água, o Brasil vai à cidade francesa de Marselha, entre 12 e 17 de março, para sua maior participação numa edição do Fórum Mundial da Água. Esta mobilização é resultado de 18 meses de preparativos, uma vez que o Brasil também sediará em junho a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) e a Assembleia da Rede Internacional de Organismos e Bacias (RIOB) em 2013. O País também é candidato a sediar o Fórum Mundial da Água de 2018.

A Seção Brasil, responsável pela organização da participação mais expressiva do País, organizou o Pavilhão Brasil, com 345m², auditório de 50m² com capacidade para reunir até 70 pessoas, quatro estandes de 10m², Media Center e espaço dedicado à Rio+20. O Pavilhão Brasil é organizado pelas instituições brasileiras que vão participar do Fórum, cujo objetivo é aumentar a importância da água na agenda política dos governos, aprofundar discussões, trocar experiências para os atuais desafios e formular propostas concretas de soluções.

O Pavilhão Brasil terá um espaço dedicado à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). O objetivo é divulgar o encontro, que acontecerá no Rio de Janeiro, entre 20 e 22 de junho, e recolher contribuições sobre os desafios em torno da água, um dos temas da Rio+20.

As instituições responsáveis pelo Pavilhão farão 30 reuniões de trabalho, sessões técnicas e outras ações relacionadas ao Fórum para difundir e compartilhar experiências com instituições de vários países e identificar oportunidades de parcerias.  

A viabilização do Pavilhão Brasil é uma iniciativa da Seção Brasil do Conselho Mundial da Água, importante espaço de discussão internacional das questões ligadas a recursos hídricos, que reúne as instituições brasileiras e contará com a presença de países latino-americanos.

Toda a concepção do Pavilhão adota o conceito ambiental sustentável, com material certificado, distribuição de documentos digitais (no-paper) por meio de estações multimídias, com tela sensível ao toque para seleção e gravação de arquivos digitais.

O Fórum

Organizado pelo Conselho Mundial da Água (WWC – World Water Council) e o país anfitrião, o Fórum Mundial da Água ocorre a cada três anos, sempre no mês de março, quando no dia 22 celebra-se o Dia Mundial da Água. O tema escolhido para esta edição é “Tempo para Soluções”. As edições anteriores ocorreram no Marrocos (1997), Holanda (2000), Japão (2003), México (2006) e Turquia (2009). O próximo Fórum está confirmado para Daegu, Coreia do Sul, em 2015.

Mais informações

Data: 12 a 17 de março de 2012                                               
Local: Marselha – França
Site Oficial: www.worldwaterforum6.org

domingo, 26 de fevereiro de 2012

CIDADES VERDES


Imagem Divulgação
Reinaldo Franco é presidente da APRPP.  


Por : Reinaldo Franco 

Nos últimos tempos, temos ouvido falar muito em “cidades verdes” como sinônimo de cidades sustentáveis, mas o conceito de desenvolvimento sustentável traz em si características, não apenas de respeito ao meio ambiente como também formas de atuação economicamente viável e socialmente justa.
No aspecto ecológico, devemos fazer um uso mais racional de nossos recursos naturais, como o consumo de energias renováveis, a redução de poluentes e de resíduos, além, é claro, da proteção ambiental. No viés econômico, temos que adotar uma gestão mais eficiente de nossos recursos financeiros, sejam eles públicos ou privados. Precisamos de um fluxo contínuo de investimentos públicos e privados para prover as plataformas de sustentabilidade e promover melhor distribuição de renda. E no social, incentivar a construção de uma sociedade mais justa, mais equilibrada, com melhor qualidade de vida, mais saúde e com a criação de oportunidades de educação e emprego.
Dentro dessas premissas, nosso grande desafio é promover o desenvolvimento sustentável, ou seja, crescer de forma ordenada, planejada, levando em conta o futuro desta e das gerações que virão. E, acreditem, o problema não está lá fora, no vizinho. Faz parte de nossa vida e está dentro de nossas casas, assim, como as soluções.
O estilo de vida que levamos atualmente tem a ver com geração de riquezas, de conhecimento, de longevidade, mas também com o alto acúmulo de lixo e de poluentes, com a alta taxa de impermeabilização do solo, com a degradação de córregos e rios, com a falta de segurança e com a difícil mobilidade urbana.
O crescimento desordenado de nossas cidades trouxe, ao invés de sustentabilidade, enchentes, desmatamento, ocupação de habitações em áreas de risco, desemprego e escassas oportunidades de trabalho próximo de casa, entre outras coisas. Os governos, sem a cooperação efetiva da sociedade, não conseguem conter esta realidade. É preciso o apoio de ONGs, Movimentos, Associações e, principalmente, da sociedade civil e das parcerias público-privadas.
Então não há saída à vista: ou mudamos nosso comportamento individual em relação à manutenção do planeta e reeducamos nossas atitudes com mais responsabilidade no consumo e na degradação ambiental ou arcamos com a culpa pela perda de qualidade de vida e, futuramente, pela escassez de recursos naturais, como água, energia e ar, elementos básicos para nossa sobrevivência.
Recentemente, a Rede Nossa São Paulo lançou o “Programa Cidades Sustentáveis”, cujo objetivo é sensibilizar, mobilizar e oferecer ferramentas para que possamos nos desenvolver de maneira econômica, social e ambientalmente sustentável. O programa oferece instrumentos e indicadores de sustentabilidade, propõe campanhas de mobilização para o voto mais consciente, e uma plataforma de intenções, para adesão dos candidatos aos cargos eletivos, que se comprometerem no engajamento do desenvolvimento sustentável. Essa grande pressão social visa os candidatos das eleições de 2012. Com isso, a expectativa é criar sociedades inclusivas, prósperas, criativas, educadoras, saudáveis e democráticas, que proporcionem uma boa qualidade de vida e que permitam a participação dos cidadãos em todos os aspectos relativos às atividades públicas.
O modelo foi pensado a partir de experiências europeias, mas no Brasil já temos casos de cidades que estão alinhadas com projetos sustentáveis. Curitiba, no Paraná, por exemplo, é considerada uma das 10 cidades mais sustentáveis de todo mundo. Diadema, na grande São Paulo, que há dez anos era um local com altíssimos índices de violência, adotou, em 2001, um Plano Municipal de Segurança, para reduzir os indicadores de criminalidade, especialmente homicídios, por meio de políticas de inclusão social, baseadas na prevenção, na melhoria da qualidade de vida e na promoção da cultura da paz junto à população. Os resultados já começam a aparecer: hoje a cidade reduziu em 60% na taxa de homicídios, em 55% a violência doméstica e de gênero, diminuiu em 80% os tratamentos sanitários de emergência e em 30% os acidentes de trânsito. Cubatão, na Baixada Santista, ficou conhecida, no passado, como a cidade mais poluídas do Brasil por sua vocação industrial. Pois bem, esse município transformou-se em exemplo no combate aos poluentes. Em 1992, recebeu da ONU o título de "Cidade-símbolo da Recuperação Ambiental".
São casos isolados, mas são iniciativas louváveis, que devem ser seguidas. Em São Paulo, megalópoles que todos conhecemos, já existem bairros planejados, que prezam pela sustentabilidade local. Esses bairros - e o Parque dos Príncipes é um deles - foram concebidos para facilitar a inter-relação entre os moradores, a amizade, as atividades de lazer e cultura, a qualidade de vida, o bem-estar social, a manutenção das áreas verdes e o incentivo a coleta seletiva, a segurança dos habitantes e, no sentido, de unir esforços nas reivindicações junto aos poderes públicos.
Isoladamente é mais difícil acompanhar o cumprimento das promessas dos governantes, mas as associações de bairro e de moradores podem promover ações comunitárias com mais facilidade e estabelecer modelos e políticas locais que satisfaçam as necessidades de cada logradouro.
O equilíbrio, entre o desejo da sociedade humana e as medidas de preservação da natureza, passa por um ecossistema que está, a cada dia, mais urbano. Somente pensando localmente se evitará o aumento da expansão urbana sem planejamento. A ideia de bairros planejados, auto-suficientes, pode contribuir e muito para a formação de cidades sustentáveis.
Parafraseando o grande arquiteto Oscar Niemeyer, “Não basta fazer uma cidade moderna; é preciso mudar a sociedade”. As cidades são constituídas por seus habitantes. Somente terão condições de mudar para melhor quando os hábitos e o modo de pensar das pessoas evoluírem, quando mudarem individualmente. Todas as cidades podem tornar-se sustentáveis, respeitando os direitos básicos de cada cidadão, desde que consigam a adesão de seus governantes e de sua população.
Alcançar o desenvolvimento e encontrar um modo de vida sustentável exige mudança de comportamento, acolhimento do outro e do ambiente em que se vive. Com esforço, educação e motivação, naturalmente e sem perceber, chegaremos ao patamar desejado de um mundo ideal, de respeito mútuo e de sustentabilidade.




* Reinaldo Franco é morador do Residencial Parque dos Príncipes (Butantã, São Paulo) e ocupa o cargo de presidente da Associação dos Proprietários do Residencial Parque dos Príncipes (APRPP) www.parquedosprincipes.com.br. E-mail: linkparquedosprincipes@linkportal.com.br.  

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Imazon detecta 33 quilômetros quadrados desmatados na Amazônia


Brasília – A Amazônia perdeu pelo menos 33 quilômetros quadrados (km²) de floresta em janeiro, segundo dados divulgados hoje (24) pelo Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), que faz um monitoramento, paralelo ao do governo, do desmatamento da região. O número pode estar subestimado porque, no período, 88% da floresta estava encoberta por nuvens, o que impede a visualização da área pelos satélites.
Apesar da cobertura variável de nuvens, a derrubada de vegetação acumulada entre agosto de 2011 a janeiro de 2012 (primeiros seis meses do calendário oficial de desmatamento), de 600 km², é 30% menor que a soma do período anterior (agosto de 2010 a janeiro de 2011), o que pode indicar a manutenção da tendência de queda do desmatamento na região.
Segundo o Imazon, o Pará liderou o desmatamento em janeiro, com 15 km² de novos desmatamentos identificados. Em seguida, aparecem Rondônia, com 11km² de derrubadas, Mato Grosso, com 4 km², Amazonas com 3 km² e o Acre, com 300 metros quadrados de floresta derrubada no período.
Além do corte raso (desmatamento total de uma área), o monitoramento do Imazom também registra a degradação florestal, que inclui florestas intensamente exploradas pela atividade madeireira ou queimadas. Em janeiro, a degradação avançou por 54 km², a maioria no Pará e em Mato Grosso.
O desmatamento no período foi responsável pela emissão de 3,2 milhões de toneladas de CO² equivalente (dióxido de carbono, principal gás do efeito estufa).
O monitoramento oficial do desmatamento na Amazônia é feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que ainda não divulgou os números de janeiro. Nos meses da estação chuvosa na Amazônia, o instituto agrupa os alertas em uma base bimestral ou trimestral, para melhorar a qualidade da amostragem.
 - Repórter da Agência Brasil
Edição: Lana Cristina
 

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Documento base da RIO+20 precisa levar em conta limites do planeta

13/02/2012
Por Fábio de Castro
Agência FAPESP – Em janeiro, a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou o primeiro esboço da declaração final da Conferência sobre Desenvolvimento Sustentável (RIO+20), que será realizada no Brasil em junho.
O documento, no entanto, deveria destacar de forma mais clara e objetiva o princípio de que há um limite natural para o planeta – um conceito central para o desenvolvimento sustentável. A opinião é de Carlos Alfredo Joly, titular do Departamento de Políticas e Programas Temáticos (DEPPT), a Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento (Seped) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e coordenador do programa BIOTA-FAPESP.
“O principal problema com o documento é o fato de não partir do princípio de que há um limite natural para o planeta, e que inevitavelmente teremos que nos adaptar à sua capacidade de suporte. Este é um conceito chave do desenvolvimento sustentável, que não está posto de forma clara e objetiva em parte alguma do documento. Partir desse princípio pode ser a única chance para que a RIO+20 alcance objetivos palpáveis”, disse Joly à Agência FAPESP.
Outras autoridades e especialistas ambientais também criticaram o documento. O ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, contou à Folha de S. Paulo, em reportagem publicada em 8 de fevereiro, que os membros da comissão nacional que discute a RIO+20 pediram maior detalhamento dos objetivos de desenvolvimento sustentável no texto do esboço, além da inclusão de menção a padrões insustentáveis de produção e consumo.
Produzido por uma comissão da ONU envolvendo estados membros, agências internacionais, organizações não governamentais e grupos políticos, o documento, intitulado Zero Draft (“Esboço Zero”), também foi criticado publicamente por autoridades ambientais da Europa, mas em sentido oposto: elas atribuem “falta de foco” ao texto, já que ele estabelece como prioridades da conferência temas como economia verde e desenvolvimento sustentável.
Segundo os europeus, a conferência deveria ter mais foco na questão ambiental propriamente dita e na reorganização institucional dos órgãos internacionais voltados ao tema.
A ministra francesa do Meio Ambiente, Nathalie Morizet, disse ao jornal O Estado de S. Paulo, em reportagem publicada no dia 1º de fevereiro, que “quanto mais falamos sobre crescimento verde e menos sobre governança, mais estamos perdendo o foco”. Jean Jouzel, vice-presidente do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), também afirmou que a RIO+20 precisa ser “mais conclusiva e menos filosófica”.
A divergência de pontos de vista, segundo Joly, confere ainda mais importância ao evento que será realizado conjuntamente pelo BIOTA, pelo Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN) e pelo Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais nos dias 6 e 7 de março.
Segundo Joly, o BIOEN-BIOTA-Climate Change Joint Workshop: Science & policy for a greener economy in the context of RIO+20 foi planejado para que a comunidade científica possa discutir os temas da Rio+20.
No dia 8 de março, a comissão brasileira que discute as sugestões para o documento final da RIO+20 se reunirá novamente. As sugestões da reunião serão compiladas pela secretaria executiva brasileira, que condensará um novo texto para encaminhar à ONU.
“O workshop trará algumas lideranças internacionais centrais para esse processo de discussão e será uma grande oportunidade para avançar. De agora em diante, as delegações vão trabalhar no Zero Draft até a 3ª Conferência Preparatória da Rio+20, que será realizada entre 13 e 15 de junho no Rio de Janeiro. Uma vez que se chegue a um acordo, o documento será aprovado pelos chefes de Estado na conferência, de 20 a 22 de junho”, disse Joly.
Capacidade de suporte
De acordo com Joly, que é professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o tema da capacidade de suporte da Terra, longe de ser uma “discussão puramente filosófica”, é justamente a maior promessa de resultados concretos para a conferência.
Se os chefes de Estado reunidos no Rio de Janeiro em junho de 2012 aprovarem o princípio dos limites na capacidade de suporte da Terra, segundo Joly, isso levará a uma mudança de paradigmas que definirá uma nova trajetória para o planeta.
“Concretamente, esse me parece o único objetivo palpável que a RIO+20 poderá alcançar. Sem o reconhecimento desses novos conceitos, como Economia Verde, a criação de novas estruturas, assim como a reorganização institucional da área ambiental das Nações Unidas, na melhor das hipóteses, apenas retardarão o colapso ambiental”, afirmou.
Segundo ele, o Zero Draft deveria ter já em seu preâmbulo do documento, cujos tópicos descrevem o cenário no qual ocorre o debate, uma menção clara ao limite natural da capacidade de suporte do planeta.
“Trata-se de uma questão extremamente concreta. Se esse princípio constar no intróito do documento, a discussão já se desenvolverá com um sentido completamente diferente. Se todos os países endossarem a posição de que temos um limite de esgotamento do planeta, as convenções terão que trabalhar necessariamente nessa base. Isso determinará a agenda de como vamos modificar nossos padrões de destruição dos habitats, da biodiversidade, dos serviços ecológicos, de emissão de gases de efeito estufa e assim por diante”, explicou.
Apesar das limitações, o Zero Draft também tem pontos positivos, na avaliação de Joly, que elogiou o documento por fazer significativas referências ao avanço científico e tecnológico na promoção do desenvolvimento sustentável.
“O texto reafirma a importância da transferência de tecnologia para que todos os países possam avançar mais rapidamente nessa direção. Reforça também a necessidade da colaboração científica entre países, sem perder o foco nas soluções e inovações locais”, disse.
Outro aspecto positivo é que o esboço aponta para a necessidade de ampliação do relacionamento entre a comunidade científica e os formuladores de políticas e tomadores de decisão. “Ele reconhece que as decisões governamentais na área ambiental devem, cada vez mais, basear-se no resultado de pesquisas científicas”, afirmou.
A participação da comunidade científica será determinante para o aprimoramento do documento, que será objeto de intenso debate nos próximos meses.
Segundo Joly, para ser endossado por mais de 190 países, o documento final terá que conciliar posições amplamente divergentes. Mas discutir a questão de governança e a reformulação dos órgãos da ONU será tão importante como priorizar os temas do desenvolvimento sustentável e da Economia Verde.
“Por enquanto, o texto está muito parecido com o do documento final da RIO+10, realizada na África do Sul em 2002, que teve impacto muito baixo fora dos meios diplomáticos e frustrou as expectativas de todos. Na RIO+20 não teremos a assinatura de nenhuma nova convenção, portanto o mínimo que precisamos fazer é propor uma agenda muito clara. É isso que vamos discutir intensamente no workshop da FAPESP, em março”, destacou.

Mais informações sobre o “BIOTA-BIOEN-Climate Change Joint Workshop: Science and Policy for a Greener Economy in the context of RIO+20”: www.fapesp.br/rio20.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

2º Congresso Brasileiro de Ecologia de Paisagens

Agência FAPESP – O 2º Congresso Brasileiro de Ecologia de Paisagens será realizado pela Associação Internacional de Ecologia de Paisagens do Brasil (IALE-BR), entre os dias 10 e 12 de setembro, em Salvador (BA).
O tema geral do evento é “Ecologia de paisagens e sustentabilidade: conectando a teoria à prática da conservação”. As propostas para simpósios e mesas-redondas poderão ser apresentadas até o dia 1º de abril. As inscrições com desconto poderão ser feitas até o dia 6 de agosto.
A IALE-BR é a filial brasileira da Sociedade Científica Internacional de Ecologia de Paisagens (IALE). Em conjunto com o evento, será realizado o 2º Simpósio da Society for Conservation Geographic Information Systems. O simpósio terá como tema “SIG para conservação da biodiversidade: apoiando o planejamento e gestão de paisagens sustentáveis”.
O congresso pretende fortalecer a Ecologia de Paisagens no Brasil e dar continuidade aos trabalhos da IALE na América Latina. O simpósio deve atrair, além de pesquisadores das áreas de Ecologia de Paisagens e de Conservação, diversos profissionais interessados nos recentes avanços dos Sistemas de Informações Geográficas aplicados à conservação ambiental.
Mais informações: www.eventus.com.br/iale2012

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Selo verde pode incentivar produção de sapato sustentável

Ainda neste primeiro semestre de 2012, o Laboratório de Sustentabilidade (LASSU) do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais da Escola Politécnica (Poli) da USP, em parceria com a Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), deverá instituir um “selo verde” para as empresas de componentes de calçados engajadas no conceito de sustentabilidade. O conceito de componente de calçado ou calçado sustentável pode ser aplicado a um produto que, ao ser fabricado, respeite os quatro pilares que formam a sustentabilidade (aspectos ambientais, econômicos, sociais e culturais) em toda a sua cadeia produtiva.
Segundo a professora Tereza Cristina Carvalho, coordenadora do LASSU, para que uma empresa possa receber o selo, deverá apresentar processos sustentáveis nos quatro pilares da sustentabilidade. No aspecto econômico, um fator importante é o uso racional de matérias-primas, economia de água e energia, além de aspectos ligados a produtividade, tanto de colaboradores como das próprias máquinas. No ambiental, trata-se da não utilização de substâncias tóxicas, como o cromo, no amaciamento do couro, optando, por exemplo, pelo uso de tanino. Já o lado social traz questões como programas de saúde preventiva, segurança no trabalho, concessão de benefícios trabalhistas adicionais aos previstos por lei, como bolsas de estudo e incentivos à educação, além do não uso de mão de obra infantil. O aspecto cultural envolve questões como o quanto a empresa interage de forma positiva com a comunidade, desenvolvendo ações para preservar a cultura local.
Em um estudo realizado por pesquisadores da Poli e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, em parceria com a Assintecal, foi constatado que, apesar da aparência semelhante ao calçado comum, o preço do sapato sustentável seria, em média, de 20% a 25% superior aos modelos tradicionais, e este fator parece ser um empecilho para o consumidor adquiri-lo. Os resultados da pesquisa foram apresentados na Assintecal no último dia 25 de janeiro.
O custo deste sapato da linha verde é uma exceção: seu preço equivale a um produto não verde

Como soluções para a questão, os pesquisadores sugerem um trabalho de conscientização junto aos consumidores finais e a realização de parcerias com instituições com peso na área de sustentabilidade, como bancos que apóiem empresas com projetos sustentáveis. A concessão do “selo verde” será parte da estratégia.
A professora explica que em setembro de 2011 foi submetido pela Assintecal, junto ao MIT L-Lab (Programa de Liderança em Sustentabilidade), um projeto descrevendo os desafios de implantação e adoção do “selo verde”. “Projetos como este são enviados ao MIT por instituições de ensino e por empresas de várias partes do mundo e os alunos podem escolher aqueles que mais lhe agradam. Isso oferece a oportunidade de melhor aplicação de conceitos de sustentabilidade”, destaca.
“Obtivemos a aprovação em outubro. O projeto foi selecionado porque é um exemplo claro de como a sustentabilidade pode afetar todo um setor da indústria e beneficiá-la, especialmente, no mercado internacional. Neste caso, espera-se um grande impacto na indústria calçadista do Brasil em todos os aspectos,  não somente no ambiental. Trabalhar com esta questão representa uma experiência muito importante para o futuro dos alunos que participaram do projeto”, diz.
Estudando o setor
Os alunos Sandra Chow, Jenny Xu, John Taveras, e Tomoki Kumada, do MIT, desembarcaram no Brasil na segunda semana de janeiro com o objetivo de estudar o mercado calçadista nacional, sob a orientação da professora Tereza. A ideia era avaliar qual o impacto de ações de sustentabilidade em toda a cadeia de valor do setor calçadista, desde insumos, montagem até o produto final. Eles visitaram cerca de 12 empresas calçadistas, em cidades como São Paulo, Cerquilho, Sorocaba, no estado de São Paulo, e também em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul. São empresas que produzem insumos, solventes, botões, fivelas até os montadores do produto final.
A professora conta que, durante a realização da pesquisa, foi observado que o conceito de sapato sustentável é variável: desde o “eco shoes”, fabricado por meio de processos ecologicamente corretos, até o “sapato biodegradável”, que após ser enterrado e sofrer a ação de micro-organismos, é transformado em adubo em cerca de cinco anos. “Outra vantagem do selo da Assintecal será padronizar este  conceito”, explica.
A partir da esquerda: John Taveras, Sandra Chow, Jenny Xu, Tomoki Kumada, Tereza Cristina e representante da indústria de calçados na Couromodas

Selo verde
De acordo com os pesquisadores do MIT, para mudar o comportamento das pessoas e convencê-las sobre os benefícios da compra de um sapato sustentável, o ideal é que ocorra um processo gradual de educação. Como comparação de como isso poderia ser feito, eles citam que os usuários de computador, ao se depararem com a marca Intel Inside, imediatamente associam que o processador é da marca Intel e que oferece uma série de características técnicas como qualidade e confiabilidade. Do mesmo modo, o selo verde da Assintecal seria uma forma de as pessoas associarem o calçado com as questões ligadas a sustentabilidade.
Este é o segundo “selo verde” que teve a participação da professora Tereza Carvalho em sua concepção. O primeiro foi concebido em 2008, quando ela ocupava o cargo de diretora do Centro de Computação Eletrônica (CCE), e visava a compra de computadores livres de chumbo, com eficiência energética e cujos componentes fossem recicláveis.
Imagens cedidas pela professora Tereza Carvalho
Mais informações: (11) 3091-1092 / 6343, (11) 9603-3790 ou email terezacarvalho@usp.br, com a professora Tereza Cristina Carvalho, ou no site da Assintecal http://ww3.assintecal.org.br/

Governo do Acre incentiva a Educação Ambiental nas escolas



Equipe da Sema discute parceria para fortalecer atividades de educação ambiental na escola (Foto: Assessoria SEMA)
Equipe da Sema discute parceria para fortalecer atividades de educação ambiental na escola (Foto: Assessoria SEMA)
Equipe da Sema discute parceria para fortalecer atividades de educação ambiental na escola (Foto: Assessoria SEMA)
A Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Acre (Sema) visitou, na última terça-feira, 30, a Escola Clínio Brandão, com o objetivo de iniciar uma parceria para a realização de atividades de educação ambiental na escola, como parte da agenda ambiental do governo.

A equipe foi recebida pela ex-diretora, Jaqueline Oliveira, pela atual diretora Ismênia da Silva e pelo coordenador administrativo Carlos Cezar de Souza Melo.

A Escola Clínio Brandão se destaca na realização de práticas educacionais inovadoras envolvendo a comunidade, através do programa escola aberta, e na realização de diversas oficinas de formação e integração tais como dança de salão, violão e culinária.  Em 2011, ganhou o prêmio de Gestão Escolar. A escola mantém uma área de bosque como exemplo de conservação ambiental.

Segundo Jaqueline Oliveira, a escolha por manter e preservar a área verde foi da própria comunidade e dos alunos. “A comunidade optou pela permanência do bosque. Havia um projeto de construção de uma quadra poliesportiva no local, mas alunos e pais não abriram mão da área verde”, explicou a diretora.

Para a realização de projetos de educação ambiental junto ao ensino público, o Estado conta com a parceria do novo empreendimento da cidade, o Via Verde Shopping, que irá contribuir para o desenvolvimento permanente de atividades socioambientais envolvendo e integrando a escola, a comunidade e os parceiros do projeto.
De acordo com a coordenadora de Educação Ambiental da Sema, Fátima Silva, a educação só tem a ganhar com parcerias como esta, pois incentiva projetos escolares. “A Sema, através de termo de cooperação com a Secretaria de Estado de Educação e Esporte, vem realizando atividades de difusão da temática ambiental para estudantes através dos Jogos Ambientais do Acre. Com a escola Clinio Brandão teremos a oportunidade de realizar um trabalho mais ampliado à medida que estaremos articulando essa parceria com o Via Verde, para viabilizar projetos que são elaborados pela própria escola”, disse Fátima

FMU abre inscrições para novo curso de Mestrado em Saúde Ambiental

 
As inscrições para o Processo Seletivo 2012 - 1º semestre, da nova modalidade de mestrado da Instituição, poderão ser feitas até 23 de março
Atento às necessidades do mercado profissional, o Complexo Educacional FMU promove novo curso de Mestrado em Saúde Ambiental, com início das aulas previsto para abril de 2012. As inscrições para o Processo Seletivo – 1º Semestre/2012 já estão abertas, porém, as vagas são limitadas.
 
Estabelecido a partir da interação entre os cursos de Medicina Veterinária e Direito, o novo curso de Mestrado Profissionalizante em Saúde Ambiental integra atividades diversas nas áreas da tutela jurídica do ambiente, da eficiência da sustentabilidade na cadeia produtiva e do monitoramento da saúde ambiental.
 
O novo Mestrado em Saúde Ambiental do Complexo Educacional FMU desenvolve o entendimento analítico e a elaboração de soluções no segmento da saúde ambiental. Atribuições recorrentes aos profissionais que atuam no segmento da medicina da conservação, ciência com princípios e objetivos semelhantes aos da biologia da conservação.
 
Com um conteúdo programático abrangente, o Mestrado em Saúde Ambiental do Complexo Educacional FMU capacita os alunos para atuação em diversas frentes de trabalho no segmento, tais como agente propagador de educação sanitária e ambiental, na aplicação dos conhecimentos relativos à influência dos fatores ambientais sobre a saúde humana, também na elaboração e implantação de programas sanitários que contemplem o controle e a erradicação de doenças transmissíveis, no desenvolvimento de tecnologias limpas e sustentáveis e também na gestão de recursos naturais renováveis e não renováveis.
 
Entre suas linhas de pesquisa, o Mestrado em Saúde Ambiental da FMU aborda temas como Tutela jurídica do Meio Ambiente; Eficiência e Sustentabilidade na Cadeia Produtiva e Monitoramento da Saúde Ambiental. O novo curso é Reconhecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), instituição que desenvolve pesquisas e estudos jurídicos vinculados às novas ferramentas tecnológicas.
 
Informações:
Secretaria do Programa de Mestrado em Saúde Ambiental
Endereço: Rua Ministro Nelson Hungria, 541
Real Parque/Morumbi, São Paulo (SP)
Atendimento: de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h30 e das 14h30 às 16h30
Telefone:
(11) 3040-3400 Ramais: 3514/3525
Site: http://portal.fmu.br/mestrado/saude-ambiental/
 

Ciclo de Palestras: Rio + 20 Sampa


 
 
A conferência RIO+20, que se realizará no final de junho de 2012, é apresentada como uma oportunidade mundial para reafirmar a sustentabilidade socioambiental como prioridade principal das organizações governamentais, econômicas e da sociedade civil e para também reafirmar a validade contínua dos princípios da Declaração do Rio 92 e da Agenda 21. Dois serão os grandes temas desta conferência global: "A economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza e o quadro Institucional para o desenvolvimento sustentável."

Nesse sentido, a UMAPAZ realiza um ciclo de palestras com ambientalistas e técnicos da área socioambiental colocando em pauta importantes temas. Confira abaixo a programação. Aberto a todos. OBS: Os interessados poderão se inscrever para as palestras que desejarem. Será concedido Certificado de Participação aos que tiverem presença em 75% da programação (06 palestras).
 
* Dia 07 de fevereiro, das 14h às 17h
Palestra: De Estocolmo ao Rio+20: 40 anos de expectativas sobre o futuro que queremos.
Tema: Retrospectiva das grandes conferências mundiais da área ambiental e das perspectivas da conferência Rio+20.
Palestrante: Valério Igor Victorino - Doutor em sociologia pela Universidade de São Paulo e Especialista em Desenvolvimento Urbano da Prefeitura de São Paulo, com trabalhos nas áreas de planejamento, educação e licenciamento ambiental da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente.

* Dia 08 de fevereiro, das 14h às 16h
Palestra: Arte e Paisagem
Tema: A natureza percebida e representada pela arte, apesar de artificial, sempre traduziu a paisagem como sinônimo ou similar de natureza. Dessa forma, artistas e paisagistas se aproximaram em suas formas de ação, criação e representação, e se distanciaram também. 
Palestrante: Plinio Toledo Piza - Arquiteto pela FAU/USP e Mestre pela Universidade Mackenzie. Trabalhou no escritório de Roberto Burle Marx, no Rio de Janeiro. É arquiteto do Departamento de Parques e Áreas Verdes desde 1975. Projetou praças e parques públicos para a cidade de São Paulo. Estudou artes na Escola Brasil com L.P. Baravelli, C.Fajardo, F.J. Nasser e J. Resende.

* Dia 09 de fevereiro, das 9h às 12h
Palestra: Alimentação e Saúde: Um Novo Olhar Sobre o Prazer de Comer e o Conviver 
Tema: 
No mundo atual, com tantas ofertas e possibilidades, coisas triviais se transformaram em dilema. As escolhas alimentares, talvez simples para os nossos avôs e avós, passaram para o domínio de especialistas e técnicos, limitando nossa autonomia. Propõe uma reflexão sobre o comer e o conviver, temas fundamentais para o nosso bem-estar, saúde e prazer de viver.
Palestrantes: Maluh Barciotte - Bióloga, mestre em biologia e doutora em Saúde Pública e Ambiental pela USP - Tatiana Cardoso - Chef de cozinha e socia do restaurante natural Moinho de Pedra e do restaurante Natural com Arte.
  
* Dia 10 de fevereiro, das 9h às 12h
Palestra: Indicadores Ambientais do Município de São Paulo.
Tema: A sustentabilidade da cidade de São Paulo frente a dois grandes desafios: as mudanças estruturais da ordem econômica global e os potenciais efeitos das mudanças climáticas. Com base em indicadores, propõe a necessidade de adoção de políticas diferenciadas para as várias regiões da cidade, a partir da divisão territorial do município em 4 tipologias de distritos (unidades menores que as Subprefeituras). 
Palestrante: Patrícia Marra Sepe - Mestre em Geociências e Ciências Exatas e Doutoranda do Programa Organização do Espaço-Geografia/UNESP Rio Claro. Geóloga da PMSP/SVMA, coordenou nos últimos anos diversos trabalhos na área de indicadores ambientais e planejamento urbano da cidade (Atlas Ambiental, GeoCidades e Indicadores Sintéticos de Meio Ambiente).

* Dia 13 de fevereiro, das 9h às 12h
Palestra: Ecologia e Biomas do Brasil
Tema: Apresenta os conceitos básicos de Ecologia, e propõe uma viagem pelos biomas mais importantes do Brasil (Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, Pantanal e Matas de Araucárias).
Palestrante: Vitor Otavio Lucato - Graduado em Ecologia pela UNESP, biólogo, pós-graduado em Saúde Pública e Gestão Ambiental pela USP. É docente da UMAPAZ.

* Dia 14 de fevereiro, das 9h às 12h
Palestra: Arborização Urbana
Tema: Critérios para arborização e arboricultura, escolha de espécies, local para plantio, uso de espécies nativas do Brasil e do Bioma Mata Atlântica, adubação, manejo, controle de pragas e doenças, entre outros.
Palestrante: Engº Agrônomo Luiz Paulo Sacchetto Jr. - Técnico do Departamento de Parques e Áreas Verdes do Município de São Paulo, na Divisão de Projetos; membro do grupo de trabalho que esta elaborando o novo Manual de Arborização do Município de São Paulo.
 
* Dia 15 de fevereiro, das 19h às 21h30
Palestra: Cidadania Socioambiental: Os desafios do direito e política ambiental em tempos de Rio+20.
Tema: Análise critica dos conceitos de economia verde, desenvolvimento sustentável, governança ambiental global, tendo em vista a utilização de instrumentos oferecidos pelo direito ambiental (nacional e internacional), economia do ambiente e indicadores de gestão socioambiental.
Palestrante: Ricardo Stanziola Vieira - Pós-doutor pelo Centro de Pesquisa Interdisciplinar em Direito Ambiental , Urbanismo e gestão do território (Universidade de Limoges - França Professor do Programa de Pós-graduação em Ciência Jurídica e do Programa de Mestrado em Gestão de Políticas Públicas da Universidade do Vale do Itajaí (Univali).

* Dia 16 de fevereiro, das 14h às 17h
Palestra: Desenvolvimento Sustentável e a Educação Ambiental
Tema: Apresenta e discute a Educação Ambiental - EA - a partir do conceito de Sustentabilidade e os parâmetros definidos na Conferência de Tbilisi. Observa as confluências dos princípios e debate as potencialidades e dificuldades do exercício da EA. 
Palestrante: André Luiz Moura de Alcântara - Cientista social graduado pela USP com especialização em Educação Ambiental pela Faculdade de Saúde Pública da USP e em Gestão Ambiental pela Faculdade de Engenharia Mecânica da UNICAMP. Trabalha na PMSP desde 1992 e em SVMA desde 1994.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O passado e o futuro do campo em "pratos limpos"



 Jose A. Annes Marinho, Engenheiro Agrônomo, Gerente de Educação da Associação Nacional de Defesa Vegetal, MBA em Marketing – FGV.


Mais um ano passou, 2011 se foi e deixou bons lucros no campo, não tão bons como em anos anteriores, mas os produtores festejaram com lucros médios de R$ 285,06 para cada hectare plantado de soja, pode-se dizer que temos bons números. E agora José, João, Dona Maria, o que esperar de 2012? Será que teremos o mesmo sucesso no campo dos últimos 3 e 4 anos? São essa perguntas que muitos de nós produtores fazemos quando se inicia uma nova safra. Como dizia Fernanda Torres: "fazer cinema é como plantar. O agricultor escolhe um ano antes o que vai semear e, quando vem a colheita ,ele reza para que a sua produção esteja em alta no mercado".
Pois é, senhores, estamos falando de dois temas que fazem todo sentido no mercado agrícola brasileiro: o "clima" e o "mercado". Se o clima vai bem, temos a expectativa de safras recordes e, como teoria, preços baixos. Isso não quer dizer que não estejam bons, mas poderiam ser melhores, o que aumenta a rentabilidade de nosso produtor. No entanto, há outro fator fundamental em nossos dias: é o mercado interno e externo. No nosso caso ficamos mais dependentes do mercado externo, que ultimamente tem se mostrado muito volátil. Mas o que fazer nestes casos?
Recentemente publiquei um artigo a respeito de gestão no campo, o que nos remete a acreditar que todo este processo está inserido em identificar e prever se é melhor plantar milho, soja ou algodão? Pois então, caros produtores, há como identificar e minimizar todos estes riscos. Mas isto seria tema para outra oportunidade. Nossa missão como profissionais é ajudá-los a identificar o que é melhor, prevemos que 2012 será um ano de muitos desafios, um clima instável, como em 2011, em algumas regiões, no entanto com preços nos mesmos patamares.
Uma dica: inicie a busca por informações diárias das cotações, bem como, informações a respeito dos mercados futuros, são excelentes oportunidades de garantir pelo menos os custos. Já ouvi comentários sobre a venda de soja verde a preços próximos de R$ 50,00/saca, talvez hoje, possa ser difícil alcançar este patamar, mas não custa informa-se.
Enfim, 2011 tivemos bons resultados agrícolas desde a carne até os grãos, temos a expectativa que 2012 possa se repetir, com bons lucros, boas produtividades e que o mercado externo continue a alimentar-se dos produtos brasileiros, mas todo cuidado é pouco com as famosas crises (Europa, EUA). Alerta e paciência serão fundamentais para o sucesso da comercialização da safra 2012/2013, e como dizia um grande amigo: otimista e um grande líder com suas palavras sabias "o melhor esta por vir".

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Sacolas plásticas: responsabilidade ambiental ou terceirização de custos?


Por Fabrício Pessato Ferreira

No dia 26 de janeiro, as sacolas plásticas deixaram de serem distribuídas gratuitamente nos supermercados. Um acordo celebrado – no duplo sentido – entre a Associação Paulista de Supermercados (APAS) e o Governo do Estado de São Paulo. Apesar do discurso em prol do meio ambiente e sustentabilidade, algumas questões ficaram de fora do debate, imagina-se, deliberadamente.
Em primeiro lugar, o discurso de que as sacolas plásticas eram apenas depositadas no lixo é controverso. A maioria dos consumidores as usava como suporte nas lixeiras domésticas em cozinhas e banheiros, e não as atirava diretamente incrementando os resíduos sólidos nos aterros sanitários. Com o fim da distribuição gratuita, os supermercados passarão a ganhar três vezes: (1) deixarão de incorrer no custo de confecção das sacolas que outrora eram distribuídas gratuitamente; (2) aumentarão as vendas de sacos para lixeiras domésticas, que certamente terá peso maior nas compras dos consumidores; (3) passarão a faturar com a venda de sacolas retornáveis e biodegradáveis.
O segundo ponto diz respeito à efetividade da redução de resíduos sólidos no meio ambiente. Como as sacolas plásticas eram utilizadas como suporte para lixo doméstico, o fim de sua circulação poderá não representar redução de depósito do lixo sólido no meio ambiente: serão substituídas pelos sacos plásticos pagos. Pior: estas costumam ter maior densidade, além de maiores dimensões, o que na prática teria o efeito inverso de aumentar o volume de resíduos sólidos lançados nos aterros sanitários.
Um terceiro aspecto diz respeito às sacolas biodegradáveis. O jornal britânico “The Independent” publicou no dia 27 de fevereiro de 2011 um estudo mostrando que as sacolas plásticas são menos poluentes do que as biodegradáveis. Estudo semelhante realizado em dezembro de 2011 pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) reprovou em testes de laboratórios as sacolas biodegradáveis, atestando que estas têm o mesmo percentual de polímeros nocivos ao meio ambiente do que as sacolas plásticas. Logo, as sacolas biodegradáveis não cumprem o que prometem e, o que é pior, induzem os consumidores à equivocada sensação de que estão tomando a atitude ambientalmente correta.
A quarta questão diz respeito ao direito do consumidor. Apesar de terem adotado uma postura solidária a proposta, muitos não se atentaram para o fato de que acabaram “recebendo uma conta a mais a pagar”. Ao comprar uma sacola retornável, estão pagando por algo que antes era oferecido gratuitamente. E mesmo que o custo seja baixo, imagine se um consumidor não planejava ir ao supermercado em determinado dia e acabou tendo de passar para comprar alguns itens: terá de arcar com o custo de outra sacola retornável ou biodegradável – ou contar com a sorte de encontrar uma caixa de papelão, que já se tornou um artigo escasso. Assim, os supermercados efetivamente conseguiram terceirizar um custo que tinham, sob a bandeira da responsabilidade ambiental.
Enfim, a medida, apesar de ter aparentes boas intenções, na prática se tornou mais uma bandeira de campanha política de um lado e de possibilidade de lucro extra de outro. A questão ambiental no que diz respeito à decomposição de resíduos sólidos na natureza é muito mais complexa. Deve passar por um amplo programa de educação para coleta seletiva, por isenções fiscais às empresas especializadas em reciclagem e reutilização de lixo orgânico, chegando até o estabelecimento de metas para redução das áreas de aterros sanitários. Embora o engajamento da sociedade nessa campanha possa surtir algum efeito, os resultados serão pífios em relação ao tamanho do problema ambiental.

*Fabrício Pessato Ferreira – mestre em economia e coordenador dos cursos de Gestão Financeira e Ciências Contábeis da Veris IBTA Metrocamp, faculdade do Grupo Ibmec Educacional.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Encontro paulistano integra agenda oficial da Rio+20

Ambientalistas, líderes de entidades não governamentais, estudantes, empresários e gestores públicos, incluindo Nelson Moreira Franco, representando o município do Rio de Janeiro, se reúnem nesta quinta-feira, 2 de fevereiro, às 9h, na Câmara Municipal, sala Sergio Vieira de Mello – 1º Subsolo, para a reunião preparatória da 11ª P+L – Conferência de Produção Mais Limpa e Mudanças Climáticas da Cidade de São Paulo.
O objetivo dos organizadores da P+L, que acontece em 08 maio no Memorial da América Latina, é debater o tema "Governança para Sustentabilidade rumo a Rio+20" - o encontro paulistano integra oficialmente a pré-agenda oficial da Conferência da ONU Rio+20 que será realizada em junho de 2012 na capital fluminense.


SERVIÇO
Segunda reunião preparatória da 11ª P+L – Conferência de Produção Mais Limpa e Mudanças Climáticas da Cidade de São Paulo
Local: Câmara Municipal de São Paulo, viaduto Jacareí, 100 – sala Sergio Vieira de Mello – 1º Subsolo
Data: quinta-feira, 2 de fevereiro, às 9h