quinta-feira, 29 de março de 2012

Encontro de municípios discute prevenção de desastres naturais


Da Agência Brasil

Brasília - Representantes de várias áreas do governo e do setor privado estão reunidos no 1º Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável, em Brasília, para discutir a qualidade ambiental urbana e a erradicação da miséria no Brasil. O seminário começou na última terça-feira (27) e teve três dias de palestras preparatórias para prefeitos.
O geólogo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Agostinho Ogura, levantou a questão da prevenção de desastres naturais através de analises e da gestão técnica para a conscientização da população sobre as áreas de risco. "É importante conhecer os riscos, as ameaças através da gestão técnica para que, mais tarde, a comunidade seja treinada para o enfrentamento das adversidades", disse.
Ainda de acordo com Ogura, órgãos como o Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden), que está sendo estruturado sob instrução do IPT, serão importantes para o processo de informação aos municípios sobre desastres naturais na política de atenção.
Para o coordenador-geral de Mudanças Globais de Clima do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Sanderson Leitão, para solucionar os problemas de desastres que tem a água como principal fator natural é necessário uma política de ciência e educação mais atuante. "O ministério criou um plano de ação em ciência e tecnologia que gerencia os riscos de desastres naturais estrategicamente por meio de órgãos como a Cemaden, o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad) e da Defesa Civil dos municípios", disse.
O coordenador ainda citou a Fundação HidroEx, do governo mineiro, que realiza pesquisas importantes para a gestão correta da água e que esteve presente no Fórum Mundial da Água, no ano passado, e a proposta de criação do Instituto Nacional das Águas (INA), que está em tramitação pelo Congresso Nacional sob o Projeto de Lei (PL) 7.437/2010.
Edição: Fábio Massalli

segunda-feira, 26 de março de 2012

UFSCar oferece curso de especialização em Gestão Ambiental em Campinas

Estão sendo oferecidas 40 vagas e os interessados podem fazer inscrição pelo site do IBEAS, www.ibeas.org.br

A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) está promovendo na cidade de Campinas (SP), em parceria com o Instituto Brasileiro de Estudos Ambientais e de Saneamento (IBEAS), curso de especialização em Gestão Ambiental. Os interessados podem fazer inscrição pelo site do IBEAS, www.ibeas.org.br.
Estão sendo oferecidas 40 vagas. A seleção será feita pela análise do currículo. O público alvo compreende engenheiros, arquitetos, biólogos, geólogos e outros profissionais que atuam ou pretendem atuar na área de meio ambiente e gestão ambiental. Com carga horária de 360 horas-aula, o curso terá duração de 20 meses, com início dia 13 de abril de 2011 e término dia 23 de dezembro de 2013. As aulas serão quinzenais às sextas feiras, das 18h30 às 22h30, e aos sábados, das 8 às 17 horas.
O curso será realizado no Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP), que fica na rua Padre Camargo Lacerda, 37 (próximo à Rodoviária). Mais informações podem ser obtidas no site do IBEAS, www.ibeas.org.br, ou pelo telefone (14) 3011-6246.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Abelhas são bioindicadoras de poluição ambiental


Por Da Redação - agenusp@usp.br
Pesquisa da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, revela que as abelhas são bioindicadoras de poluição ambiental. Durante as viagens para coleta de água, néctar e pólen das flores, as abelhas são impregnadas por microrganismos e substâncias químicas presentes na atmosfera, podendo servir de indicador da qualidade do ar.
Partículas suspensas no ar são interceptadas pelas abelhas
O estudo realizado pela bióloga Talita Antonia da Silveira foi desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Entomologia, com o objetivo de verificar se o pólen apícola coletado por abelhasApis Mellifera pode ser utilizado como bioindicador de poluição ambiental. Orientado pelo professor Luís Carlos Marchini, o trabalho foi realizado no apiário do Departamento de Entomologia e Acarologia (LEA), contendo na proximidade áreas agrícolas, industriais e urbana, com plantas ornamentais e frutíferas, em um fragmento de mata nativa.
Talita explica que as abelhas operárias realizam viagens exploratórias em áreas que cercam seu habitat, recolhendo o néctar, a água e o pólen das flores. Com isto, quase todos os setores ambientais — solo, vegetação, água e ar — são explorados. “Durante este processo, diversos microrganismos, produtos químicos e partículas suspensas no ar são interceptados pelas abelhas e podem ficar aderidos ao seu corpo ou ser ingeridos pelas mesmas”, explica a pesquisadora.
AnálisesPautado neste fato, os produtos apícolas podem ser usados como bioindicadores para monitoramento de impacto ambiental causado por fatores biológicos, químicos e físicos. “A analise de elementos traço no pólen podem biomonitorar o ambiente em questão. Esse monitoramento com produtos apícolas pode ser uma das formas de prevenir a contaminação ambiental”, afirma.
As abelhas são insetos sociais que contribuem para o ambiente por meio da polinização, ajudam na agricultura e, de quebra, ainda fornecem mel, geléia real, cera, própolis e pólen. Quanto aos resultados obtidos pelo estudo, Talita salienta que o armazenamento de mel e pólen, a postura da rainha e a ocupação dos favos estão sujeitos às variações sazonais, já que as características produtivas e reprodutivas de colônias de abelhas são influenciadas pelo clima e pela disponibilidade de alimento na região em que são criadas.
“As abelhas utilizaram vegetação de diversos tipos presentes no ambiente, aproveitaram as plantas ruderais como fonte de coleta de pólen para manutenção de suas colônias e acrescentaram à sua dieta o pólen de outras plantas arbóreas, arbustivas e herbáceas, conforme o recurso tornou-se disponível na área”, contou a pesquisadora.
“Quanto à interferência do clima nos parâmetros físico-químicos, o estudo mostrou que as condições meteorológicas do ambiente influenciam a qualidade e a coleta do pólen”, conclui Talita.
Mais informações:             (19) 3429 – 4199      , ramal 220 / 8849-4530 / 8327-3090; email tasilveira@usp.br, com  Talita Antonia da Silveira

quarta-feira, 14 de março de 2012

Na rota dos biocombustíveis para aviões

Por Elton Alisson
Agência FAPESP – Representantes da FAPESP, Boeing e Embraer participaram nos dias 29 de fevereiro e 1º de março na sede da Fundação, em São Paulo, de uma reunião preparativa para a criação de um centro de pesquisa e desenvolvimento de biocombustíveis para aviação comercial envolvendo as três instituições.
O acordo entre as instituições, assinado em outubro de 2011, prevê a construção no Estado de São Paulo de um centro de pesquisa focado no desenvolvimento de biocombustível sustentável para aviação, que será baseado no modelo dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs), da FAPESP, voltados para desenvolver pesquisas na fronteira do conhecimento.
De modo a criar o centro, inicialmente será realizado um estudo, com duração prevista entre 9 e 12 meses, para o levantamento das possibilidades e dos principais desafios sociais, econômicos, científicos e tecnológicos de diferentes rotas tecnológicas para o desenvolvimento de um biocombustível para aviação no Brasil e para definir os investimentos que deverão ser realizados pelos participantes do projeto.
O estudo será orientado por uma série de oito workshops públicos a serem realizados ao longo de 2012 para coleta de dados. As informações serão fornecidas por diferentes integrantes da cadeia produtiva de biocombustíveis e por um Conselho Consultivo Estratégico.
O Conselho será composto por empresas aéreas, produtores e fornecedores de combustível, pesquisadores e representantes do governo, entre outros atores, que poderão exercer um importante papel tanto na implantação como na regulação dessa nova indústria. Em uma fase final do estudo, a FAPESP lançará uma chamada especial de propostas para o estabelecimento do Centro.
Além dos representantes da FAPESP, Boeing e Embraer, participaram do encontro organizativo representantes de empresas que irão colaborar e participar ativamente do projeto, incluindo seu financiamento.
Durante a reunião, os participantes definiram a realização do primeiro workshop, que está previsto para ocorrer nos dias 25 e 26 de abril na sede da FAPESP.
Os demais workshops deverão ocorrer em Piracicaba, Campinas, Brasília e São José dos Campos, em instituições como a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
“Estamos terminando a etapa de planejamento do projeto, decidindo questões metodológicas, orçamentárias e contratuais, para darmos início aos workshops”, disse Luís Augusto Barbosa Cortez, coordenador-adjunto de Programas Especiais da FAPESP à Agência FAPESP.
O pesquisador é um dos coordenadores do projeto, juntamente com Francisco Emilio Baccaro Nigro, pesquisador do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT).
Na opinião de Cortez, os maiores desafios para o desenvolvimento de um biocombustível para aviação estão ligados à questão da sustentabilidade. “Os maiores problemas estão mais na produção e conversão da biomassa”, afirmou.
“Será preciso produzir esses biocombustíveis a um custo competitivo e com sustentabilidade socioambiental, utilizando os recursos agrícolas racionalmente e de forma a melhorar as condições de vida das pessoas envolvidas com essa atividade”, disse.
Já na parte tecnológica, o maior desafio dos pesquisadores será desenvolver um biocombustível com as especificações do querosene utilizado atualmente na aviação e que possa substituí-lo, sem a necessidade de realizar modificações nas turbinas das aeronaves, que seguem um padrão internacional.
Matérias-primas e tecnologias
Até agora, as experiências no Brasil para o desenvolvimento de biocombustíveis, incluindo para fins automotivo e para aviação agrícola, por exemplo, foram por meio da adaptação do motor ao combustível.
No caso do biocombustível para aviação comercial, de acordo com pesquisadores envolvidos no projeto, será preciso inverter essa ordem, adaptando o biocombustível ao motor. Entretanto, na avaliação de Cortez, esse desafio ainda é “menor” dos que os ligados à questão agrícola.
“Essa questão técnica de chegar a um ajuste fino de um biocombustível que possa substituir o querosene na aviação comercial não é tão crítico como os da produção e conversão da biomassa”, avaliou.
Segundo Cortez, diferentes matérias-primas – além da cana-de-açúcar – e diversas rotas tecnológicas serão estudadas durante o projeto para se chegar a um biocombustível que substitua o querosene na aviação comercial.
“Não seremos refém de apenas uma rota tecnológica. A ideia do projeto é ter várias possibilidades, porque cada região no mundo tem sua própria vocação agrícola, que está atrelada a diferentes processos”, disse.
 

sábado, 10 de março de 2012

Diretrizes nacionais para programa de redução de emissões

Por Karina Toledo

Agência FAPESP – O Brasil é o único país com condições de colocar em prática um programa de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação florestal (REDD), mecanismo pelo qual nações que reduzem o desmatamento poderiam vender créditos de carbono no mercado internacional. Por conta disso, o governo brasileiro deveria apresentar diretrizes sobre o tema até a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (RIO+20), que será realizada em junho no Rio de Janeiro.
A análise foi f eita por Paulo Moutinho, diretor do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), durante o “BIOTA-BIOEN-Climate Change Joint Workshop: Science and Policy for a Greener Economy in the context of RIO+20”. O workshop foi realizado pela FAPESP nos dias 6 e 7 de março em São Paulo.
De acordo com Moutinho, embora a queima de combustíveis fósseis seja a principal responsável pelas emissões de gases-estufa, a forma mais rápida e barata de combater a mudança climática é deter o desmatamento de florestas, principalmente nas regiões tropicais do planeta. “Mas isso não quer dizer que o esforço que Brasil e outras nações estão fazendo para conter a derrubada de árvores tenha de valer pouco”, disse.
O diretor do Ipam foi um dos idealizadores do conceito de “Redução Compensada de Emissões”, que deu origem ao REDD. O argumento é que os países tropicais ajudam a estabilizar o clima do planeta por meio de suas florestas e, assim, os custos para mantê-las em pé devem ser divididos por todos.
A ideia foi apresentada pela primeira vez em 2003, durante a 9ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP-9), na Itália. As discussões continuaram nas conferências seguintes. O conceito, que inicialmente focava o desmatamento evitado, passou a englobar ações como degradação florestal evitada, aumento de estoques de carbono e conservação florestal, sendo rebatizado como REDD+.
Mas, até hoje, o mecanismo não foi devidamente regulamentado em nenhum lugar do mundo e, por esse motivo, passou a sofrer o que Moutinho chama de “efeito Saci-Pererê”: todo mundo já ouviu falar, mas ninguém viu.
“Se isso não ocorrer no Brasil, não vai acontecer em nenhum outro lugar do mundo. Vários elementos fazem do país o lugar ideal para colocar esse grande experimento em andamento”, disse.
Segundo dados do Ipam, o Brasil está entre os cinco maiores emissores mundiais de gases de efeito estufa. Mais de 60% das emissões brasileiras são resultantes de mudanças de uso do solo e desmatamento. Indonésia e Congo seriam os dois outros países tropicais com “desmatamento a ser tratado”, mas não têm as mesmas condições favoráveis do Brasil.
O país, de acordo com Moutinho, avançou muito ao criar a Política Nacional de Mudanças Climáticas (PNMC) e estabelecer metas para a redução do desmatamento até 2020.
“Além disso, temos o Fundo Amazônia, um bom sistema de monitoramento, 185 bilhões de hectares de áreas protegidas – que abrigam 26 bilhões de toneladas de carbono, uma sociedade organizada, uma comunidade científica de excelência e uma governança crescente”, disse.
Entre os obstáculos mencionados por Moutinho está o fato de que os grandes projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) não têm salvaguardas ambientais explícitas. Ele cita também a demanda crescente por commodities como bioetanol e soja, os assentamentos florestais e a flexibilização da legislação ambiental, que pode ocorrer se for aprovado o novo Código Florestal.
Estratégia regulamentada
O Estado do Acre, segundo Moutinho, possui o programa de REDD mais avançado do mundo. “Outros estados amazônicos e também do Sudeste, como São Paulo, têm feito esforços para reduzir suas emissões por desmatamento. Mas falta uma estratégia nacional”, ressaltou.
Para o diretor do Ipam, se não houver uma legislação federal que articule as estratégias estaduais, a instabilidade afastará os investidores internacionais. “Se cada programa tiver uma lógica diferente e sua própria forma de calcular as emissões, o investidor não vai saber o que está comprando. Até a RIO+20 o governo teria de dar diretrizes mais claras do que ele quer realmente implantar em âmbito nacional”, disse.
Regulamentar uma estratégia de REDD, de acordo com Moutinho, é a grande oportunidade de mudar a lógica de produção e estimular uma economia de baixo carbono. “Não precisa deixar de produzir. É possível aumentar a produtividade em áreas menores e ainda ganhar dinheiro pela floresta que ficou em pé”, disse.
A princípio, seria possível colocar isso em prática mesmo sem auxílio internacional, contando com recursos de isenção fiscal e fundos de compensação ambiental. “Mas a remuneração externa é importante, pois o mundo tem de reconhecer o esforço do Brasil em proteger a floresta”, disse

sexta-feira, 9 de março de 2012

Campanha nacional “Orgulho da Nação” estimula a devolução de embalagens no campo



Filme explica sobre a importância de lavar e devolver as embalagens vazias de agrotóxicos


Estreia, em rede nacional, a campanha educativa sobre a destinação das embalagens vazias de agrotóxicos, “Orgulho da Nação”. Idealizado pelo inpEV - Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias -, com apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o filme, considerado de utilidade pública, foi distribuído pelo Governo Federal às emissoras de televisão para veiculação, de março a maio, em todo o Brasil.

“Orgulho da Nação” é protagonizada pelo espantalho Olimpio - garoto propaganda das campanhas do inpEV -, e a dupla Victor e Leo. Como principal mensagem, a campanha orienta sobre a importância de lavar e devolver todas as embalagens vazias de agrotóxicos no local indicado na nota fiscal.

Durante o show, o trio valoriza o agricultor que faz o procedimento correto na devolução das embalagens, tornando-se um “orgulho para a nação” e contribuindo para o sucesso do Sistema Campo Limpo (logística reversa das embalagens de agrotóxicos), que funciona há mais de dez anos e já retirou do campo e encaminhou ao destino ambientalmente correto mais de 200 mil toneladas desse material.


O filme está disponível no canal do inpEV no youtube:


Propostas para a Rio +20 são fracas



Os debates estão focados apenas em análises e não em ações práticas esta é a opinião de José Goldemberg presidente do Conselho de Sustentabilidade da FecomercioSP

A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio +20, que será realizada na cidade Rio de Janeiro vem sendo alvo de críticas de especialistas do setor devido as pautas de sua agenda. O evento visa contribuir com o crescimento sustentável para as próximas décadas pode não cumprir o seu papel.

Goldemberg, que participa da conferência, lembra que o norteamento sugerido pelos países integrantes da Rio +20 estão focados apenas no campo da análise e deixam de lado iniciativas para os próximos anos. “As propostas até agora são relativamente fracas”, critica. Segundo ele, está havendo uma forte pressão para que a conferência tenha mais conteúdo.

 “A situação hoje não é boa porque os países estão muito preocupados com a crise financeira”, opina. “Parte do pessoal que desenvolve a Rio +20 está preocupado em que a conferência seja apenas um balanço do que foi feito até agora e não aprofunde as medidas que são necessárias”, complementa Goldemberg.

A Rio +20 será realizada entre os dias 20 a 22 de junho deste ano

quarta-feira, 7 de março de 2012

Manifestantes ocupam gramado do Congresso para protestar contra aprovação do novo Código Florestal



07/03/2012 - 15h04
Da Agência Brasil
Brasília – Um protesto contra a votação do novo  Código Florestal  reuniu, na manhã de hoje (7), cerca de 1.100 pessoas de todas as partes do país e da América Latina, no gramado em frente ao Congresso Nacional. A ação faz parte da campanha nacional #MangueFazaDiferença, que percorreu 35 praias do litoral brasileiro em defesa das florestas e da preservação das áreas ecológicas.
A campanha, coordenada por uma coligação formada por 163 organizações não governamentais, escolheu Brasília para o encerramento da campanha.
Segundo o diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica, Mario Mantovani, o movimento quer demonstrar que existe a preocupação de toda a sociedade em relação à votação do Código Florestal. “O que a gente quer mostrar é que esse 'papo' não é só de ambientalista e ruralista. Tem muito mais coisa quando se trata de política pública, de interesse nacional. O que a gente está vendo aqui hoje é uma reação àquilo que os ruralistas dizem que é um interesse do agronegócio”, disse.
Mantovani defende que o governo atue no ajuste de questões delicadas do código e que não ceda a pressões partidárias, permitindo que a base aliada vote um projeto de tal importância com tanta rapidez. “Nós queremos fazer com que todos tenham uma participação, que todos [os movimentos] sejam ouvidos. Não há essa urgência, essa pressa para votar aquilo que é de interesse daqueles que não querem pagar suas contas [...] que querem simplesmente continuar surfando em cima deste grande momento brasileiro, que é o agronegócio”, completou.
Para Rodrigo Joffily Bucar Nunes, empresário e militante do grupo Mangue Faz a Diferença, a participação das pessoas na passeata evidenciou o desgosto da maioria da população com relação à gestão do governo em certos assuntos. “Esse movimento mostra a posição da sociedade civil que não quer ver a coisa aprovada. Não adianta gerar mais alimento de forma insustentável acabando com recursos naturais, é andar pra trás. O que fica claro pra gente é que quem está lá dentro não respeita a gente [referindo-se ao Congresso]. Estamos aqui na porta dizendo que tem algo errado”, alertou.
O estudante de psicologia Renan Lucena saiu do Rio de Janeiro participar das atividades do movimento #VetaDilma, no gramado do Congresso, e disse que a votação do Código Florestal deveria ser uma preocupação nacional. “Esta é uma mobilização nacional, embora muita gente não dê muita bola para o que está rolando aí no Congresso, mas a questão das leis ambientais do nosso país é algo impactante.”
A votação da proposta do Código Florestal, marcada para ontem (6), na Câmara dos Deputados, foi adiadapara a próxima terça-feira (13), em reunião de líderes da base aliada. De acordo com o líder do governo na Casa, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), a votação foi remarcada para que o relator, Paulo Piau, possa concluir o seu parecer sobre a pauta.
Edição: Lana Cristina