sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Cientistas advertem sobre riscos da exposição à luz visível

Por Da Redação - agenusp@usp.br
Da Assessoria de Comunicação do INCT-Redoxoma
redoxoma@iq.usp.br
Resultado do estudo tem impacto para a saúde pública
A exposição à luz visível (parte da radiação solar que enxergamos) também pode ser prejudicial à pele mesmo com o uso de protetores solares, pois causa danos ao DNA das células. “Criou-se um mito de que a luz visível é segura, o que não é verdade”, afirma o Maurício Baptista, do Instituto de Química (IQ) da USP. A constatação do cientista vem de estudos realizados no Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) de Processos Redox em Biomedicina (Redoxoma), sediado no IQ.
No Redoxoma, Baptista coordena um grupo de pesquisadores que estudou e realizou experimentos que mostram como a melanina ao ser estimulada pela luz visível gera moléculas altamente reativas (compostos) que causam danos ao DNA das células.
“Esse resultado tem impacto importante para saúde pública, pois demonstra que a estratégia de passar filtro solar e se expor por longos períodos ao sol pode causar danos irreparáveis na saúde da pele, incluindo o fotoenvelhecimento e possivelmente a formação de tumores”, alerta o cientista.
Ele explica que a irradiação solar tem vários componentes: o que enxergamos (luz visível) e o que não enxergamos é o UVA. “Os bons filtros solares encontrados hoje no mercado nos protegem contra radiação solar ultravioleta (UVA e UVB), mas não contra a radiação visível. É um equívoco considerar que a exposição à luz visível seja segura para a saúde da pele”, adverte.
Melanócitos
Os melanócitos são células localizadas na barreira entre a epiderme e a derme, fundamentais para manter a saúde da pele. Eles produzem a melanina, um pigmento na forma de grânulos responsável pela coloração da pele e pela proteção contra a radiação ultravioleta B (UVB). Na presença de raios UVA e da luz visível, no entanto, a melanina passa a causar danos às células epiteliais.
O mecanismo de fotossensibilização e geração de espécies reativas por radiação UVA, com efeitos como fotoenvelhecimento e desenvolvimento de vários tipos de câncer de pele, já era conhecido.
Agora, os pesquisadores avaliaram a toxicidade da luz visível em melanócitos humanos e de murinos, tanto com nível basal quanto com superexpressão de melanina, e demonstraram que a presença de melanina aumenta a fototoxicidade da luz visível. Eles também quantificaram a formação de oxigênio singlete, que seria um dos mecanismos pelos quais ocorrem danos às células.
Esse mecanismo, como explica Baptista, envolve uma reação de transferência de energia da melanina excitada por absorção luminosa para o oxigênio, formando o oxigênio singlete, que ataca principalmente a base nitrogenada guanina, formando derivados potencialmente mutagênicos do DNA. Além da formação do oxigênio singlete, os resultados obtidos pelo grupo também indicam a ocorrência de reações diretas da melanina em estado excitado com o DNA.
Difícil questão
Segundo o pesquisador, proteger a pele humana da exposição ao sol é uma questão complexa que envolve aspectos ainda pouco claros da interação entre a luz e o tecido.
“O ideal parece ser a velha receita de se expor ao sol por pouco tempo sem proteção externa, pois nesse caso obtemos os benefícios do sol, por exemplo, ativação da vitamina D, sem sofrermos os riscos que a exposição prolongada oferece, mesmo com utilização dos filtros solares atuais”, afirmou.
O artigo Melanin Photosensitization and the Effect of Visible Light on Epithelial Cells, de Orlando Chiarelli-Neto, Alan Silva Ferreira, Waleska Kerllen Martins, Christiane Pavani, Divinomar Severino, Fernanda Faião-Flores, Silvya Stuchi Maria-Engler, Eduardo Aliprandini, Glaucia R Martinez, Paolo Di Mascio, Marisa H. G. Medeiros e Maurício S. Baptista, foi publicado na revista pode ser lido em PLoS One e pode ser lido neste link.
Foto: Wikimedia Commons

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Fundação Amazonas Sustentável (FAS) leva artesãs do Amazonas para feira em São Paulo


Moradoras das Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Amanã, Mamirauá e Rio Negro participarão do Salão Mãos do Brasil, no Anhembi

São Paulo, 08 de dezembro de 2014 - O artesanato do Amazonas estará representado em São Paulo durante o Salão Mãos do Brasil, um dos maiores eventos de artesanato do país, que acontecerá entre 12 e 20 de dezembro, no Pavilhão de Exposições Oeste do Anhembi. Indicadas pelos grupos de artesanato de suas reservas, quatro artesãs dos rios Negro e Solimões levarão a beleza do trançado, a delicadeza das tradicionais panelas de barro e a sofisticação das joias produzidas com resíduos sólidos reciclados em Unidades de Conservação (UCs) do Amazonas. 

"Este é um momento muito importante para o projeto de artesanato nas Unidades de Conservação do Amazonas, uma vez que a cadeia produtiva fecha um ciclo e atinge o consumidor final", afirma Jousanete Dias, coordenadora da Regional Negro Amazonas que representará a FAS no evento ao lado do consultor Hygor Goellner.

O evento tem como objetivo agregar valores humanos e econômicos aos artesãos, preservar e difundir valores culturais e regionais por meio do artesanato brasileiro. Além disso, pretende promover a integração entre os segmentos de produção e comercialização do artesanato, além de estimular o potencial de crescimento dos artesãos.

No que diz respeito à cadeia produtiva do artesanato, a FAS e parceiros fizeram juntos um trabalho de capacitação e conscientização dos comunitários das regionais Negro Amazonas e Solimões, nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável Rio Negro, Amanã e Mamirauá.

Incentivo ao artesanato
Um apoio da Coca-Cola e da Aliança Empreendedora no Projeto Coletivo Artes possibilitou a ribeirinhos da RDS Rio Negro a geração de renda a partir do artesanato. Esta iniciativa ganhou prêmios nacionais com os artesanatos que antes não tinham tanto valor. Além disso, provocou uma mudança de hábito no descarte do pet e da latinha - pois há o reaproveitamento quase total para a elaboração destes artesanatos.

Na RDS Amanã, o apoio do SEBRAE resultou em grande reconhecimento do projeto com prêmios nacionais e internacionais. Já na RDS Mamirauá o histórico de produção de panelas de barro foi passado de pai para filho e é possível verificar alta qualidade no acabamento e design no resultado final.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

13º Seminário Estadual Áreas Contaminadas e Saúde

Estão abertas as inscrições para o 13º Seminário Estadual Áreas Contaminadas e Saúde, que será realizado no dia 27 de novembro de 2014, no Anfiteatro João Yunes da Faculdade de Saúde Pública da USP, localizado à Avenida Dr. Arnaldo, 715 - Cerqueira César - São Paulo - SP.
 
Este ano, o tema do seminário será “Contextos hidrológicos críticos e incremento da exploração de aquíferos”.

O evento é iniciativa do Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo e das faculdades de Saúde Pública e de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
 
As inscrições podem ser feitas no site www.cvs.saude.sp.gov.br



Seguem abaixo a apresentação e o programa do evento.
 
 
 
13º SEMINÁRIO ESTADUAL ÁREAS CONTAMINADAS E SAÚDE
CONTEXTOS HIDROLÓGICOS CRÍTICOS E INCREMENTO DA EXPLORAÇÃO DE AQUÍFEROS

DATA
27 de novembro de 2014
LOCAL
Anfiteatro João Yunes da Faculdade de Saúde Pública da USP
Avenida Dr. Arnaldo 715- Cerqueira César - São Paulo - SP
PARTICIPANTES
Profissionais das diferentes esferas do Sistema Único de Saúde e dos órgãos de Meio Ambiente, estudantes e pesquisadores das universidades, representantes da sociedade civil, especialistas de outras instituições públicas e privadas que tenham interface com o tema.

APRESENTAÇÃO
Na primeira década de 2000, o conjunto das áreas contaminadas, resultado de históricos processos produtivos destituídos de cuidados ambientais, passou a figurar de forma mais consistente na agenda do Sistema Único de Saúde – SUS paulista. Este despertar coincide com a divulgação, em 2002, pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, a Cetesb, do cadastro de áreas contaminadas. Atualmente estão contabilizadas 4771 áreas contaminadas no estado.
Casos como o da Shell Paulínia e Vila Carioca, Ajax em Bauru e Condomínio Barão de Mauá, entre tantos outros, evidenciaram a necessidade do SUS se estruturar para enfrentar tais desafios, cujo grau de complexidade e incertezas supera as práticas já consolidadas do setor saúde no que diz respeito às questões ambientais.
Os seminários Áreas Contaminadas e Saúde que a Secretaria de Estado da Saúde, por meio do Centro de Vigilância Sanitária, órgão vinculado à Coordenadoria de Controle de Doenças, realiza desde 2002 em parceria com a USP são parte da estratégia do poder público e da universidade voltada a promover o debate e a busca de soluções criativas e integradas para a questão.
A parceria desde aquele ano com instituições de notória competência na área de saúde pública ou ambiental, como a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Estado de São Paulo (Cosems-SP), Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental da USP (Procam/USP), Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e Faculdades de Saúde Pública e de Medicina da USP, permitiram que os seminários abordassem com sucesso um variado conjunto de temas.
Há doze anos, portanto, os seminários vêm apreciando o tema áreas contaminadas sob diferentes pontos de vista: (I) as políticas, estratégias e metodologias para enfrentamento dos riscos à saúde decorrentes da exposição a substâncias perigosas; (II) as experiências municipais; (III) o papel da universidade; (IV) as relações da contaminação do solo com os recursos hídricos; (V) as questões relativas à produção, trabalho e saúde; (VI) as interações entre desenvolvimento urbano, passivos ambientais e saúde; (VII) a avaliação de saúde no contexto do gerenciamento de passivos e no licenciamento ambiental; (VIII) as interações saúde e ambiente no contexto da nova legislação paulista de proteção da qualidade do solo e gerenciamento de áreas contaminadas; (IX) os novos contextos de produção e consumo de substâncias perigosas à saúde e geradoras de passivos ambientais; (X) os históricos processos de produção e de regulação sanitária de riscos; (XI) os riscos sanitários decorrentes de atividades de estocagem e comércio de derivados de petróleo e outros combustíveis e (XII) as questões relativas à contaminação e comunicação de risco.
A relevância e complexidade do tema, assim como o crescente interesse despertado em toda a sociedade, conduzem à realização neste ano da 13ª versão do evento. Em 2014, o Centro de Vigilância Sanitária, em conjunto com as faculdades de Saúde Pública e de Medicina da USP, organizam o 13º Seminário Áreas Contaminadas e Saúde, que terá como assunto principal os “Contextos hidrológicos críticos e incremento da exploração de aquíferos”.
Neste ano extremamente crítico quanto ao regime de chuvas, muito abaixo das médias históricas, o estado de São Paulo se defronta com a redução dos fluxos ou níveis de seus corpos hídricos, situação que altera as relações entre disponibilidade e demanda por água em várias regiões do território paulista e lança ameaças à plena e regular oferta de produto para as populações urbanas.
Mais vulneráveis aos humores do ciclo hidrológico, os mananciais superficiais – rios, córregos, represas etc. – sofrem com maior intensidade os efeitos da estiagem e limitam a adução de água para o abastecimento público de muitas cidades e mesmo das regiões metropolitanas paulistas.
Com 96,2% dos 42,7 milhões de habitantes vivendo atualmente nas cidades, o estado de São Paulo oferece serviço de abastecimento público de água a cerca de 98% de sua população urbana, condição que impõe a dependência dos consumidores ao pleno funcionamento de sistemas coletivos bem estruturados para oferta contínua e segura de água. Contingências ou prenúncios de instabilidade desses modelos coletivos de plena oferta de água implicam movimentos sociais e corporativos na procura por soluções alternativas de abastecimento, geralmente vinculadas à exploração dos aquíferos.
Deste modo, vislumbram-se tendências variadas pela busca no meio urbano de soluções alternativas, coletivas ou individuais, ao abastecimento público. A situação que ora se configura merece ser ponderada a partir da premência de garantir acesso da população à água e, concomitantemente, de proteger o consumidor dos riscos associados ao uso de água fora dos padrões de potabilidade.
Na oportunidade desse décimo terceiro evento, a intenção é, portanto, promover o debate de como garantir que o incremento do uso dos aquíferos como soluções alternativas de abastecimento não implique riscos à saúde dos consumidores, tendo em vista haver quase cinco mil áreas cadastradas como contaminadas no Estado e milhares de atividades econômicas no meio urbano com potencial de contaminar o solo e as águas subterrâneas.
Pois assim, estão todos convidados – técnicos e gestores dos órgãos de saúde e de meio ambiente, estudantes e pesquisadores das universidades, representantes da sociedade civil, especialistas e demais interessados no tema – ao debate deste assunto que tanto interessa ao conjunto da sociedade paulista. Sejam todos bem vindos!

9h00 às 9h30
ABERTURA

9h30 às 12h00
MESA 1
 SITUAÇÃO E GESTÃO PÚBLICA DOS RECURSOS HÍDRICOS SUBTERRÂNEOS EM SÃO PAULO
ROSÂNGELA PACINI MODESTO
Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB)
LEILA GOMES
Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE)
LUÍS SÉRGIO OZÓRIO VALENTIM
Centro de Vigilância Sanitária (CVS)
LUCIANA MARTINS M. F. FERREIRA
Instituto Geológico (IG)

12h00 às 13h30
ALMOÇO

13h30 às 16h00
MESA 2
 QUALIDADE, DISPONIBILIDADE E DEMANDAS DOS RECURSOS HÍDRICOS NO TERRITÓRIO PAULISTA
REGINALDO BERTOLO
Centro de Pesquisas de Águas Subterrâneas da Universidade de São Paulo (CEPAS USP)
EVERTON DE OLIVEIRA
Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (ABAS)
ANA PAULA QUEIROZ
Associação Brasileira de Empresas de Consultoria e Engenharia Ambiental (AESAS)
ALAINE CUNHA/EMANUEL L’APICCIRELLA
Empresa SERVMAR Ambiental e Engenharia

Obs.: O evento será transmitido ao vivo, online, pelo site do IPTV-USP (iptv.usp.br) .
Local. Auditório João Yunes –
Faculdade de Saúde Pública da USP
Av. Dr. Arnaldo, 715 – Prédio da Biblioteca.

A alma do negócio




Seminário Educação Infantil e Políticas Públicas


Reunião 5ª Ambiental - 27/11/2014 - 10hrs




 
                    
                                      

Convidamos a todos para a Reunião da 5° Ambiental .
Em um espaço democrático, onde a sociedade e o poder público possam construir juntos caminhos para o desenvolvimento Sustentável.

Dia: 27 de Novembro de 2014
Horário: 10h.
Local: Rua Dr. José Vicente, 228 (antiga sala do lions) - Tremembé - tel. 2241-1122,
com transporte saindo da Subprefeitura Jaçanã/Tremembé as 09:30h, todas as quintas-feiras.

Pauta:

  • Elaboração do seminário de arborização urbana na região JT;
  • Atualização das informações do mapa de risco;
  • Assuntos Gerais.


__,_._,___

Inscrições Abertas- Ciclo de Palestras: A complexidade da cidade

sábado, 8 de novembro de 2014

ANA oferece 200 vagas em curso de especialização semipresencial




A Agência Nacional de Águas (ANA) em parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) abre inscrição para o curso de pós-graduação Lato Sensu em Elaboração e Gerenciamento de Projetos para a Gestão Municipal de Recursos Hídricos na modalidade semipresencial. São ofertadas 200 vagas gratuitas até o dia 10 de novembro, quando o prazo de inscrições termina. 
 
O curso tem o objetivo de capacitar técnicos dos serviços municipais a atuarem na concepção, captação de recursos, implementação e prestação de contas de projetos ligados às políticas de âmbito municipal (ambiente, saneamento, uso e ocupação do solo) com potencial impacto sobre os recursos hídricos. 
 
Para concorrer a uma das 200 vagas dessa primeira turma o candidato deverá cumprir três requisitos básicos: i) possuir graduação em qualquer área do conhecimento; ii) ser servidor com vínculo efetivo com a administração pública municipal, estadual ou federal; e iii) estar liberado e autorizado pelo órgão de origem para as atividades presenciais e a distância oferecidas pelo curso. 
 
Uma comissão de avaliação formada por representantes da ANA e do IFCE avaliará e validará as inscrições, tendo como base os critérios definidos no Edital PRPI/DEAD nº 001/2014 (http://prpi.ifce.edu.br/ifce_ana/editais/EDITAL_IFCE-ANA_SELE%C3%87%C3%83O_CANDIDATOS.pdf). Os resultados de todas as etapas do processo seletivo serão publicados no sitehttp://prpi.ifce.edu.br/ifce_ana
 
A duração do curso está estimada em 18 meses, com três encontros presenciais nos 12 primeiros meses da capacitação nas cidades polo definidas no edital, a saber: Manaus, Fortaleza, Brasília, São Paulo e Florianópolis, de acordo com a respectiva região geográfica. 
O curso é gratuito e as despesas com deslocamento, hospedagem e alimentação correrão a expensas dos participantes ou de suas instituições de origem. 
O resultado final da seleção deverá ocorrer na data provável de 21 de novembro, com divulgação no site do IFCE. O início das aulas está previsto para ocorrer no dia 1º de dezembro de 2014. 
 
Vertente indutora
 
 
Como instituição responsável pelo desenvolvimento de ações de capacitação no âmbito do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (Singreh), a Agência Nacional de Águas identificou a demanda para formação especializada de técnicos atuantes nos municípios brasileiros e, de forma inédita no Brasil, apoiou o IFCE na estruturação do curso de pós-graduação Lato Sensu em Elaboração e Gerenciamento de Projetos para a Gestão Municipal de Recursos Hídricos. 
 
A expectativa da Agência é capacitar, em duas turmas, 600 profissionais e, assim, permitir que os municípios tenham as aptidões e o conhecimento necessários para captar recursos para financiamento nas áreas de saneamento, meio ambiente e planejamento do uso do solo. 

Fonte:
 Agência Nacional de Águas (ANA) 
Link:
 http://www2.ana.gov.br/Paginas/imprensa/noticia.aspx?id_noticia=12576

sábado, 27 de setembro de 2014

Consea realiza diagnóstico dos conselhos estaduais, distrital e municipais



O Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), por meio da Comissão Permanente do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CP1), está realizando um diagnóstico da situação dos conselhos congêneres nos estados, municípios e Distrito Federal.

Com o diagnóstico, espera-se obter informações sobre a estrutura e funcionamento dos conselhos, a forma como eles estão inseridos no Sistema Nacional de Segurança Alimentar (Sisan) e como se dá a relação entre tais conselhos e as câmara intersertorias ou entre secretarias.

Com essas informações, tanto o Consea Nacional quanto a Comissão de Presidentes de Conseas Estaduais poderão apresentar contribuições mais precisas para o fortalecimento do sistema e de suas instâncias em âmbito nacional , explica o secretário-executivo do Consea, Marcelo Gonçalves.

Para o levantamento de informações, cada Conselho deve preencher o formulário disponível no site até o dia 10 de outubro de 2014.
http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=17487

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

CNPq abre inscrições ao Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia

Estão abertas, até o dia 10 de outubro, as inscrições para o Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia, Edição 2014, cujo tema é “Popularização da Ciência”. Os candidatos podem se inscrever em uma das seguintes categorias: iniciação científica, estudante universitário, jovem pesquisador e integração. As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo endereço www.premiomercosul.cnpq.br.

A categoria “iniciação científica” permite inscrição individual ou por equipes de estudantes do ensino médio, inclusive da modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA), que tenham no máximo 21 anos.

“Estudante universitário” é uma categoria de premiação individual, para estudantes do ensino superior (graduandos), sem limite de idade. A categoria “jovem pesquisador” também é individual e voltada a pesquisadores graduados com no máximo 35 anos até 10/10/2014.

Já a categoria “integração” destacará equipes de pesquisadores graduados, sem limite de idade. Cada equipe deve ser composta por pelo menos dois pesquisadores residentes em países membros ou associados ao Mercosul, de nacionalidades ou naturalidades diferentes. As equipes compostas por pesquisadores de um só país serão desclassificadas.

O lançamento do prêmio foi simultâneo nos países membros e associados ao Mercosul - Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.

Sobre o prêmio - Inicialmente chamada de Prêmio Mercosul para Jovens Pesquisadores, a premiação foi criada pela RECyT em 1998. A iniciativa tem por objetivo premiar os trabalhos que representem potencial contribuição para o desenvolvimento científico e tecnológico dos países membros e associados ao Mercosul, bem como incentivar a realização de pesquisa científica, tecnológica e a inovação no bloco e contribuir para o processo de integração regional.

O Prêmio organizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil (MCTI) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), conta com o apoio institucional da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) e patrocínio da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/informe/site/materia/detalhe/36376

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

IV Seminário de Saúde Ambiental será realizado em novembro


A Funasa, por meio do Departamento de Saúde Ambiental (Desam), realizará de 11 a 13 de novembro desse ano, em São Paulo-SP, o IV Seminário de Saúde Ambiental da Funasa e a 3ª Mostra de Experiências Exitosas, tendo como tema central Integração: um caminho para o fortalecimento.

O evento é uma oportunidade para a capacitação e a discussão de temas referentes às atividades desenvolvidas pela Fundação com foco na Saúde Ambiental. O IV Seminário de Saúde Ambiental possibilitará por meio de apresentação oral, debates e apresentação de trabalhos o aprofundamento sobre o tema e o compartilhamento de experiências exitosas em Saúde Ambiental.

As inscrição de trabalhos orais ou pôster será feita mediante o envio do resumo via e-mail ao endereço: desam.gab@funasa.gov.br até o dia 3 de outubro de 2014.

Fonte(s): Funasa
http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/informe/site/materia/detalhe/36362

IV Seminário de Saúde Ambiental será realizado em novembro

15 de setembro de 2014
A Funasa, por meio do Departamento de Saúde Ambiental (Desam), realizará de 11 a 13 de novembro desse ano, em São Paulo-SP, o IV Seminário de Saúde Ambiental da Funasa e a 3ª Mostra de Experiências Exitosas, tendo como tema central “Integração: um caminho para o fortalecimento”.
O evento é uma oportunidade para a capacitação e a discussão de temas referentes às atividades desenvolvidas pela Fundação com foco na Saúde Ambiental. O IV Seminário de Saúde Ambiental possibilitará por meio de apresentação oral, debates e apresentação de trabalhos o aprofundamento sobre o tema e o compartilhamento de experiências exitosas em Saúde Ambiental.
Estão abertas as inscrições para apresentação de experiências para a 3ª Mostra, conforme orientações abaixo:
  1. 1.    Informações Gerais
1.1 – Serão aceitas as inscrições de trabalhos na forma de apresentação oral e pôster, como experiências realizadas por profissionais da Funasa.
1.2 – Ao inscrever seu trabalho, o autor estará automaticamente autorizando a Funasa a utilizar a obra de sua autoria, em publicação impressa, digital, internet, CD-ROM, em seus veículos institucionais e documentos editados, ou em qualquer outra mídia.
1.3 – Os trabalhos deverão representar uma contribuição real ao desenvolvimento na área da Saúde Ambiental dentro do tema central do Seminário.
1.4 – Não serão aceitos relatórios, nem trabalhos que caracterizem promoção pessoal ou comercial de determinada marca, produto ou empresa.
1.5 – É permitido a qualquer autor inscrever mais de um trabalho.
 1.6 – Caberá a Comissão de Avaliação a seleção dos trabalhos.
 1.7 – A Funasa custeará as despesas de hospedagem e deslocamento de apenas um autor dos trabalhos selecionados.
  1. 2.    Inscrição
2.1 – A inscrição de trabalhos orais ou pôster será feita mediante o envio do resumo via e-mail ao endereço: desam.gab@funasa.gov.br, a partir de 09 de setembro até o dia 03 de outubro de 2014.
2.2 – O envio do arquivo do trabalho deverá ser feito unicamente por e-mail. A Funasa não aceitará inscrições de trabalhos enviados por correio.
 2.3 – O Trabalho deverá ser enviado pelo e-mail desam.gab@funasa.gov.br contendo o título completo definitivo do trabalho e seus autores (limitados ao máximo de 5). Cada trabalho submetido deverá ser enviado separadamente por e-mail.
2.4 – Os Trabalhos só serão considerados se estiverem de acordo com temário do IV Seminário de Saúde Ambiental constante nesta publicação.
2.5 – Não serão aceitas inclusões e/ou exclusões de autores, assim como alterações no título do trabalho após a apresentação do resumo.
  1. 3.    Apresentação dos Resumos
 3.1 – Só serão aceitos os resumos que forem enviados no formato “.doc”. Todos os demais formatos de arquivos, inclusive os compactados, serão bloqueados.
 3.2 – O resumo deverá ocupar no mínimo três e no máximo cinco laudas, de até 35 linhas cada uma, em letra Times New Roman 12, espaço entre linhas 1,5. A formatação é livre.
 3.3 – Poderão ser incluídos figuras, gráficos e ilustrações, desde que o tamanho do arquivo não ultrapasse 2 MB.
 3.4 – O resumo deverá conter:
• Título do trabalho (o mesmo assinalado na ficha de inscrição)
• Objetivo do trabalho
• Material e método
• Resultados
• Conclusões
• Referências bibliográficas
 3.5 – A Comissão de Avaliação analisará os trabalhos segundo esses critérios.
  1. 4.    Avaliação, Seleção e Prazos
4.1 – A seleção dos trabalhos orais e pôster, feita pelos seus resumos, será realizada pela Comissão Organizadora do evento.
4.2 – A cada trabalho serão atribuídas três notas proferidas por diferentes avaliadores, que resultarão numa média final. A seleção final dos trabalhos que serão apresentados da forma oral ou pôster será classificatória em função das médias obtidas.
4.3 – A quantidade de trabalhos selecionados para apresentação oral no evento será em numero de quatro (20 minutos para cada um).
4.4 – Por esta razão, trabalhos submetidos por seus autores como orais poderão ser aceitos para apresentação na forma pôster. O status do trabalho inscrito como pôster é definitivo, não podendo ser revertido.
4.5 – A listagem dos trabalhos selecionados será disponibilizada na intranet da Funasa, na data de 10 de outubro de 2014. Esta será a única forma de comunicação sobre a seleção dos trabalhos. A Comissão Organizadora do evento não faz contato direto com nenhum autor comunicando resultado de avaliação.
4.6 – Os autores dos trabalhos selecionados, tanto da forma oral quanto pôster, deverão enviar pelo e-mail desam.gab@funasa.gov.br até o dia 24 de outubro de 2014, a versão completa de seus trabalhos, elaborada de acordo com as instruções que estarão disponíveis junto com a listagem dos aprovados.
4.7 – Somente serão incluídos na programação do evento, os trabalhos completos orais e pôster que forem enviados até  o dia 24 de outubro de 2014.
4.8 – Toda correspondência relativa a trabalhos bem como solicitação de esclarecimentos, deverá ser encaminhada à Comissão Organizadora do evento, pelo e-mail desam.gab@funasa.gov.br.

  1. 5.    Da confecção dos pôster
5.1 – É obrigatório que o pôster seja confeccionado com cordão para pendurar.
5.2 – As dimensões do pôster serão: largura mínima de 50cm e máxima de 90cm; e altura mínima de 80cm e máxima de 120cm.
5.2 – Os custos com a confecção do pôster ficaram por conta do autor.
5.3 – O transporte do pôster até o local do evento ficara por conta do autor.

TEMÁRIO DOS TRABALHOS TÉCNICOS
  1. Desafios e Soluções sobre a contaminação Ambiental: Projeto Remediar.
  2. Estratégias da educação e saúde ambiental na promoção da saúde e integração social.
  3. As ações de controle da qualidade da água exercidas pelos Sistemas de Abastecimento de Água (SAA).
  4. Seca e Estiagem: efeitos à saúde e políticas de mitigação e planejamento.
  5. Desafios e Soluções no semiárido numa visão acadêmica.
  6. Pesquisa-ação como um caminho na Saúde Ambiental.
  7. Debates sobre a qualidade da água para consumo humano: controle versus vigilância.
  8. Plano de Segurança da Água – PSA.
http://www.funasa.gov.br/site/iv-seminario-de-saude-ambiental-sera-realizado-em-novembro/

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Simpósio Internacional debate resíduos sólidos em São Paulo


Ecos da Sardenha 2014 recebe palestrantes brasileiros e estrangeiros

Nos dias 26, 27 e 28 de agosto, o Hotel Travel Inn Live & Lodge Ibirapuera recebe o Simpósio Ecos da Sardenha 2014, evento que tem como objetivo debater gestão, tratamento e destinação final de resíduos sólidos, trazendo para o país o conteúdo apresentado no Simpósio Internacional da Sardenha, Itália, em 2013.

A edição deste ano tem como tema “Educação na Gestão de Resíduos”, visando discutir os novos paradigmas educacionais para a formação de uma sociedade consciente no trato dos resíduos sólidos.
Com uma programação diversificada, o Simpósio contará com minicursos, palestras e um workshop. Todas as atividades serão apresentadas por palestrantes internacionais e brasileiros, que participaram do Simpósio Internacional da Sardenha 2013, que teve o Brasil como país convidado de honra.

No primeiro dia de evento acontecem os minicursos com instrutores internacionais. Durante o período da manhã, o prof. Luis Diaz (Estados Unidos) fala sobre ‘Tratamento de Resíduos Sólidos’, enquanto o prof. Mario Gandini (Colômbia) discorrerá sobre o ‘Tratamento de Lixiviados’. Na parte da tarde, o prof. Raffaello Cossu (Itália) aborda ‘Gestão de Resíduos’ e o Prof. Sergio Reyes (Argentina), ‘Sistemas para Cobertura de Aterros Sanitários’.

A parte científica do Simpósio encerra-se em um workshop, que liderado pelos professores Oscar Parra (Colômbia), Emília Wanda Rutkowski (Brasil) e Carmem Helena (Equador), debaterá exclusivamente a educação, por meio da apresentação de diferentes cenários e ações que influenciam toda a cadeia de geração de resíduos, desde o consumo até a destinação final.

Em sua sexta edição, o Simpósio Ecos da Sardenha 2014 é organizado pela ONG Ecos da Natureza, Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental - Seção São Paulo (ABES-SP) e International Waste Working Group (IWWG). Para participar é necessário fazer inscrição no site do evento.

Serviço:
Simpósio Ecos da Sardenha 2014
Data: 26, 27 e 28 de agosto de 2014
Local: Hotel Travel Inn Live & Lodge Ibirapuera
Rua Borges Lagoa, 1179 - Vila Clementino, São Paulo/SP

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

5 atitudes para uma cidade melhor




Em uma cidade com mais de 4,3 mil pontos viciados, segundo dados da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb), que regula a limpeza pública na capital paulista, não faltam fotos e denúncias para tirar das sombras as situações de descarte irregular, estimulando soluções para uma cidade mais limpa, organizada, bonita e saudável. Um bom começo é imaginar a cidade como uma casa em grande escala: se não há cooperação, por mais que alguém limpe, sempre haverá louça suja e roupas espalhadas.   

Pensando nos problemas que mais dificultam a coleta domiciliar na cidade, a Loga Logística Ambiental de São Paulo aponta cinco atitudes que todos devem ter em mente na hora de descartar o resíduo. A Loga – Logística Ambiental de São Paulo S.A. é a concessionária é responsável pela coleta e disposição dos resíduos domiciliares e de serviço de saúde do Agrupamento Noroeste da cidade, que compreende 13 subprefeituras das zonas Norte, Oeste, Centro e parte da Leste. Com 1,9 mil colaboradores e uma frota de 212 veículos, coleta diariamente cerca de 6 mil toneladas de resíduos e atende 1,5 milhão de residências, beneficiando por volta de 7 milhões de habitantes, incluída a população flutuante.
Confira.

Ao fechar o saco de lixo, não o encha demais e amarre bem. Assim, ele não se rompe e o coletor consegue segurar pelo nó para jogá-lo no caminhão. Evite também colocar líquidos que possam vazar, causando mau cheiro, atraindo insetos e sujando a calçada.
Ponha o saco em frente ao seu portão ou no contêiner disponível para esse fim. É proibido por lei realizar descartes em terrenos baldios e áreas públicas, como canteiros centrais, esquinas e praças. O descarte nesses locais expõe o coletor a riscos de atropelamento, dificulta a parada do caminhão, aumenta a geração de pontos viciados e desrespeita um espaço que é de todos. É bom lembrar ainda que o contêiner disponível em ruas às quais o caminhão não tem acesso deve ser usado apenas para descarte de resíduo domiciliar. Entulho, sofás, colchões, carcaças de móveis e eletrodomésticos devem ser levados ao ecoponto mais próximo, para terem um destino correto.
Coloque o lixo para fora apenas duas horas antes da coleta. Se ela acontecer na madrugada ou em um horário no qual que você estará fora, ponha o lixo na calçada o mais tarde possível para diminuir o tempo de exposição à ação de catadores e animais que possam rasgar os sacos em busca de recicláveis ou alimentos.
Não faça descarte nos finais de semana, se não houver coleta na sua rua aos sábados e domingos. Se ninguém vai coletar, para que expor esse resíduo? Além de causar má aparência para o lugar onde você mora, é maior o risco de o saco ser rasgado, romper-se ou ser carregado para o bueiro por uma chuva.
Jamais descarte o resíduo domiciliar junto das papeleiras da cidade ou em pontos com acúmulo de entulho, móveis e outros grandes objetos. Além de proibido, os serviços de coleta domiciliar e de varrição/zeladoria são realizados por empresas diferentes.

Será que o caminhão passou?
O caminhão segue um plano de trabalho estabelecido pela Amlurb. Possui computador de bordo e sai da garagem com um mapa para que a rota seja cumprida sem falhas. Dia e noite, seus trajetos e paradas são acompanhados em tempo real, via GPS, pela central de monitoramento da Loga.

É ilegal e dá multa
O descarte fora do horário ou em áreas públicas é ilegal e expõe a multas que podem chegar a R$ 14.325,75, de acordo com as leis 13.478/2002 e 15.244/2010. Estabelecimentos comerciais que produzem mais de 200 litros diários de resíduos não são atendidos pela coleta domiciliar e devem contratar coleta particular. O descumprimento dessa regra pode acarretar multa de até R$ 4.775,24. Os casos de descarte irregular devem ser denunciados para o telefone 156.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Agricultura urbana ganha espaço nas grandes cidades

Por Antonio Carlos Quinto - acquinto@usp.br
Horta do Takebe, na cidade de Diadema, na região do grande ABC
O número de hortas em espaços vazios, mesmo numa grande metrópole, é uma prática comum e que gera renda a algumas famílias. “Os preços podem variar de acordo com a região e algumas pessoas chegam a viver exclusivamente desta atividade”, conta a cientista social, Michele Rostichelli. Na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, ela empreendeu um estudo para saber quem são as pessoas que produzem esses alimentos, as características destas famílias e suas origens.

Horta do Capuava, em Santo André, localizada sob um "linhão"
Na pesquisa de mestrado Entre a Terra e o Asfalto: a região metropolitana de São Paulo no contexto da agricultura urbana, Michele entrevistou componentes de 26 famílias que produzem hortaliças na Região Metropolitana de São Paulo, mais especificamente na região do ABC — nas cidades de Santo André, São Bernardo do Campo, Diadema e Mauá —, e no bairro de São Mateus, na zona leste de São Paulo. Boa parte destas pessoas já teve convivência com as práticas agrícolas. “A maioria vem do nordeste do Brasil ou do interior de São Paulo e chegaram por aqui para tentar a vida”, conta a pesquisadora. Foram mais de dois anos de observações e entrevistas nas áreas de plantações. Estes locais são, principalmente, sob as linhas de eletricidade da Eletropaulo, que a pesquisadora denomina como “linhões”, e terrenos vazios. “Os ‘linhões’ são espaços que abrigam as grandes torres de eletricidade onde, por segurança, não se permite a construção de moradias e o plantio de árvores de grande porte”, explica. É justamente nesses terrenos que as pessoas cultivam suas hortaliças, principalmente alface e coentro. “Mas a produção se estende para outras culturas, como agrião, escarola, e até banana”, conta Michele. Segundo ela, a ocorrência de hortas nas cidades estudadas teve início nas décadas de 1970 e 1980, período em que se podiam encontrar chácaras e sítios nestes locais .


 Preços de mercado As hortaliças são comercializadas nos bairros próximos às plantações e os preços, segundo Michele, podem variar de acordo com a região. “Numa das hortas próximas a um bairro de classe média em Santo André, por exemplo, a alface chega a custar R$ 2,00. Mas em outro local onde a maioria dos moradores é de baixa renda, pode-se comprar por R$ 1,00. Dificilmente os preços praticados ficam acima dos valores comercializados nos grandes supermercados ou feiras livres”. Horta do Capuava, em Santo André, localizada sob um "linhão" Outra característica das hortaliças comercializadas é o não uso de agrotóxicos ou fertilizantes químicos. “Entre os entrevistados, quase todos afirmam que não se utilizam de qualquer elemento químico. Usam adubos naturais, como torta de mamona, estercos, cinzas de madeira e, por vezes, calcário para controle do ph da terra”, descreve Michele. Mesmo assim, as hortaliças não podem ser consideradas orgânicas porque as sementes adquiridas são “tratadas”. Michele conta que são compradas, principalmente, nas cidades de Suzano e Mogi das Cruzes, região da grande São Paulo, denominada “cinturão verde”.


Michele acredita que a prática da agricultura em espaços vazios das grandes cidades deve permanecer e até crescer, visto que há incentivos para criação de hortas comunitárias pela vizinhança organizada, ONGs e até de administrações municipais. “Vale lembrar que nas áreas sob os ‘linhões’ a concessão é dada pelas prefeituras”, ressalta. Em quase todas as hortas analisadas no estudo, o espaços de plantios têm, em média, 200 metros quadrados (m2) e os agricultores não dispõem de maquinários agrícolas, o trabalho é manual, “Eles usam ferramentas tradicionais, como enxadas, pás, etc.” E de acordo com a cientista social, ainda existem muitos espaços nas cidades que podem ser utilizados para a atividade.

A pesquisa de Michele teve a orientação da professora Valéria de Marcos e foi apresentada no Departamento de Geografia Humana da FFLCH.

Fotos: Divulgação Mais informações: com Michele Rostichelli, no email mix@usp.br Mais informações