sexta-feira, 20 de março de 2015

No Dia Mundial da Água, a ABESCO defende ações em eficiência energética para evitar o desperdício



Estudo da Unesco estima que até 2050 a demanda de água pela indústria aumente 400%

Em um ano marcado pela seca histórica em diversos estados do Brasil, um estudo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) revela que a população mundial pode enfrentar um déficit de 40% no abastecimento de água até 2030 e estima que a demanda de água pela indústria tenha um aumento de 400%. Em referência ao Dia Mundial da Água (22), a Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (ABESCO) ressalta que ações em eficiência energética são fundamentais para a redução do desperdício e otimização do uso dos recursos naturais, seja em processos produtivos ou em sistemas.

“Desde 2011 a Agência Nacional de Águas (ANA) já apontava a possibilidade de 55% da população brasileira ficar sem água até 2015 se não houvesse investimentos de pelo menos R$ 22 bilhões em infraestrutura” expõe o especialista em associado da ABESCO, Raymundo Aragão.

Aragão explica que as Empresas de Serviço de Conservação de Energia (ESCOS) encontram instalações com potenciais de redução dos custos com água superiores a 50%, com atratividade financeira a despeito do valor do investimento.

Dia Mundial da Água


Má qualidade das águas pode provocar doenças de veiculação hídrica

Estudo divulgado esta semana aponta que 40% amostras analisadas têm qualidade ruim ou péssima. Professor de Saúde Pública da FASM explica os riscos que esse quadro traz aos cidadãos

Na semana em que é celebrado o Dia Mundial da Água (22/03), a SOS Mata Atlântica divulgou um estudo sobre a qualidade da água de 301 pontos de coleta, em 111 rios, córregos e lagos brasileiros. Segundo a fundação, 40% das amostras foram classificadas como ruins ou péssimas. O professor de Políticas de Saúde do curso de Medicina da Faculdade Santa Marcelina (FASM), Martin Euviro, explica quais os riscos enfrentados por conta do consumo de água contaminada.

“Quando ocorre a ingestão ou o uso de água imprópria, pode acontecer o que chamamos de ‘doenças de veiculação hídrica’”, explica o docente. “Desenvolvem-se patologias como problemas de pele e parasitoses intestinais. Além disso, enfermidades crônicas também podem ser agravadas” , pontua. Os sintomas mais comuns das infecções são os surtos diarreicos e as dores abdominais.

“As pessoas atingidas pela baixa qualidade da água são, na maioria das vezes, aquelas que pertencem ao grupo de risco: crianças e idosos”, afirma. “Além disso, quem tem um equilíbrio orgânico mais fragilizado - ou seja, caso já sofra de anemia, cardiopatia, hipertensão, etc - pode ter seu quadro descompensado”, esclarece o médico.

Existem algumas precauções que podem ser tomadas para minimizar a possibilidade de contaminação. “Mais do que confiar no tratamento de água por parte das autoridades, alguns métodos podem ser adotados em casa, como adição de hipoclorito, fervura e/ou filtração”, indica. “A contaminação também pode vir das próprias caixas d’água. Sendo assim, deve-se sempre verificar os reservatórios e garantir que estão higienizados”.

professor de Políticas de Saúde do curso de Medicina da Faculdade Santa Marcelina (FASM), Martin Euviro, está à disposição para comentar o tema. Para entrevista-lo, entre em contato com Ana Claudia Bellintane ou Luísa Marchiori pelo telefone (11) 3675 5444 ou pelos e-mails ana.claudia@viveiros.com.br eluisa.marchiori@viveiros.com.br.