Ambientalistas criticam importação de gás da Argentina por prejudicar povos originários

 

Ofício ao ministro de Minas e Energia pede que BNDES não financie obras para trazer gás de “fracking” da região na Patagônia

Mais de cem ambientalistas encaminharam um ofício ao ministro das Minas e Energia, Alexandre Silveira, contra o financiamento previsto pelo Brasil para obras de importação de gás de “fracking” (gás de xisto) da região de Vaca Muerta, na Patagônia argentina.


Segundo Carlos Bocuhy, presidente do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam), que assina o ofício, ao lado de dezenas de outras entidades ambientais e especialistas, “a tecnologia de extração de gás por meio de ‘fracking’ já gerou intensos debates técnicos no Congresso Nacional, no âmbito do Ministério Público Federal”, constatando-se que essa prática é “geradora de impactos ambientais, em áreas onde existe cenário conflitante com reivindicações de povos originários”.


Os ambientalistas lembram que “o método para obtenção de gás de xisto é internacionalmente reconhecido por altos riscos e fortes impactos ambientais”. Trata-se de extração de gás por meio de fragmentação de rochas para liberação dos hidrocarbonetos, provocando a contaminação dos aquíferos. “É uma alternativa de extração de gás ambientalmente inadequada e já banida em países mais progressistas”, diz o documento.


O ofício solicita que o BNDES não aporte recursos públicos a esse tipo de projeto. O banco precisa atuar, diz o documento, “em conformidade com seus princípios éticos e a responsabilidade solidária sobre a geração de impactos ambientais por agentes financiadores, responsabilidade de todos os brasileiros, segundo afirma o caput do Capítulo de Meio Ambiente (art. 225) da Constituição Federal

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