Região amazônica terá Rede de Pesquisa e Desenvolvimento de Biocosméticos

Com objetivo de estimular a pesquisa dos recursos naturais da região amazônica para desenvolvimento de insumos e produtos biocosméticos e fitoterápicos, os estados do Pará, Maranhão, Amazonas e Acre e Tocantins lançaram, no início do mês de maio, a Rede de Pesquisa e Desenvolvimento de Biocosméticos, a Redebio.

O papel da Redebio é o de articular instituições de pesquisa a empresas e comunidades para transformar recursos naturais em produtos com maior valor agregado. A idéia é garantir a transferência de conhecimento e tecnologia para o setor produtivo. Na primeira etapa, com duração de dois anos, serão investidos R$ 7,2 milhões em pesquisas voltadas à aplicação na indústria de andiroba, copaíba, castanha do Pará e babaçu.

A iniciativa vai favorecer também a agricultura familiar já que as espécies agrícolas são cultivadas por comunidades tradicionais. A Redebio poderá certificar esses produtos aumentando as possibilidades de escoamento da produção.

No edital, a ser publicado em 11/5, as Fundações de Amparo à Pesquisa do Pará (Fapespa), Amazonas e Maranhão se comprometem a custear R$ 6,3 milhões com doações de R$ 2,1 milhões, cada. Já a Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado do Tocantins financiará R$ 600 mil e a Fundação de Tecnologia do Estado do Acre, R$ 300 mil.

De acordo com o presidente da Fapespa, Ubiratan de Holanda Bezerra, existe a necessidade de transferir conhecimento e tecnologia para as micros, pequenas e médias empresas, que atuam no mercado com estes insumos, mas de forma pouco competitiva. "Já estamos negociando o lançamento de um segundo edital focado na transferência de tecnologia e agregando empresas destes segmentos", complementou Bezerra.

 

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